“Os locais com alto grau de envolvimento com a literatura têm os mais altos índices de leitores, porque o trabalho nessas feiras influencia toda a cadeia regional de formadores de novos leitores, que são os pais, professores e bibliotecários”, explicou o presidente. A média de livros lidos pelos habitantes do Rio Grande do Sul é de 5,5 por ano de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2008. “O estudo mostrou que o índice é o mais alto do País”, afirmou Carneiro. Por ano, no Brasil a média é de 4,7 livros por pessoa.
A 56ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre abre oficialmente às 19h desta sexta-feira. Entre os gêneros mais vendidos do evento, ao longo dos anos, estão os religiosos e os romances, segundo pesquisa sobre hábitos de leitura no Rio Grande do Sul, encomendado pela Câmara do Livro em 2006. Os dois temas devem continuar sendo sucesso em 2010, já que eles são os preferidos dos leitores gaúchos, conforme o estudo.
A programação do evento, que encerra em 15 de novembro, é elaborada para atender não só ao perfil dos gaúcho, mas também dos visitantes, que representam cerca de 43% das pessoas. “Há muita diversidade. São 155 expositores, 30 são especializados nos temas infantil e juvenil e 15 internacional”, explicou Carneiro.
As vendas devem aumentar neste ano, conforme previsão da Câmara do Livro. “A expectativa é de retomar um crescimento de vendas, porque quando há maior circulação de recursos, a tendência é que as pessoas ampliem o investimento em cultura. A feira está oferecendo promoções. Nós temos uma série de stands que oferecerão descontos diários”, disse Carneiro, lembrando que esta edição vem com uma novidade para estimular as vendas: “Quem quiser presentear um amigo pode fazer isso através de um cartão presente, que será comercializado próximo da área de sessão de autógrafos.” A meta é um aumento de 15% nas vendas, o que significa mais de 400 mil exemplares.