"Para eles, este caso não se acaba hoje ou amanhã ou no dia seguinte. Para os filhos de Michael, este caso será para sempre, porque não têm pai", afirmou, nesta quinta-feira. E acrescentou: "Eles não têm pai por causa das ações de Conrad Murray".
O médico, de 58 anos, é acusado de ter causado a morte de Michael ao ministrar a ele uma dose acima do normal do potente anestésico cirúrgico propofol, combinado com outros sedativos, no dia 25 de junho de 2009 para ajudá-lo a dormir.
A defesa argumenta que Jackson era um viciado desesperado que causou a própria morte tomando mais medicamentos enquanto Murray estava fora da mansão do astro, nas imediações de Los Angeles. Mas Walgren disse que, como médico, Murray era encarregado da situação e não pode não assumir a responsabilidade pelas drogas que mataram Michael.
"O médico é quem toma as decisões. O médico é a pessoa para quem são passados os conhecimentos médicos... aquele que tem a palavra final... (para) o bem-estar do paciente." "Um médico tem uma... obrigação solene em primeiro lugar de não causar dano... Conrad Murray violou essa confiança sagrada uma vez após a outra", acrescentou, falando diretamente ao júri, composto por sete homens e cinco mulheres.