Hughes criou no fim dos anos 1960 a banda Trapeze, que em sua formação contava com Mel Galley (guitarra) e Dave Holland (bateria). Lançaram os álbuns "Trapeze" (1969), "Medusa" (1971), e o "You Are The Music... We''re Just The Band" (1972). Em 1973, ele ocupou o lugar de Roger Glover no Deep Purple, enquanto David Coverdale assumia o posto de Ian Gillan. Assim, formava-se um dos mais poderosos "duos" vocais da história do rock. Com a participação de Glenn Hughes e Coverdale, o Purple lançou o espetacular "Burn", seguido de "Stormbringer" e "Come Taste the Band".
Este último trabalho é um dos menos conhecidos e mais criticados trabalhos do Purple. Com Tommy Bolin, amigo de Glenn Hughes, assumindo o lugar de Ritchie Blackmore na guitarra. O disco é o que tem maior influência de Hughes, inserindo elementos do funk no som da banda.
Em 1977, após o fim desta formação do Purple, Glenn Hughes lança seu primeiro álbum solo - "Play Me Out" - em que demonstra de forma mais livre seu ecletismo musical, misturando jazz, soul, funk e pop ao rock. A partir daí, passa a colaborar com vários músicos como Pat Thrall, Gary Moore, Tony Iommi (gravando também um disco com o Black Sabbath chamado "Seventh Star"), John Norum (Europe) e Joe Lynn Turner (também ex-Deep Purple). Hughes é um dos mais prolíficos músicos do rock. Apesar disso, é pouco conhecido pelas novas gerações.
É difícil pensar em alguém que esteja produzindo com qualidade, consistência e gosto pelo que faz como ele. Este ano, lançou a nova banda chamada Black Country Communion que conta com Jason Bonham (bateria), Derek Sherinian (teclado) e Joe Bonamassa (guitarra). Fácil é constatar que, com mais de 50 anos, conta-se nos dedos da mão os vocalistas do rock em atividade cujas vozes comparem-se à sua. Alguns dizem que está cantando melhor que nunca, o cara conhecido como The Voice of Rock.