Além destes ex-rebeldes, agora membros da nova elite líbia, dois sírios saíram clandestinamente do seu país, através de países vizinhos, para subir as escadas nesta sexta-feira à noite, juntamente com a equipe do filme.
Por medo de represálias contra suas famílias, pediram para permanecer anônimos e mascarados durante a coletiva de imprensa em Cannes, rosto e cabeça escondidos sob enormes óculos escuros e bandeiras da "Síria Livre".
"Eles estavam na Síria há algumas horas, saíram ilegalmente (...) e assumiram riscos insanos para estar conosco esta noite", disse Lévy.
O escritor convidou os espectadores para assistir "O juramento de Tobruk", "documentário pessoal, portanto, subjetivo" como "um filme de cinema deve ser". "Mas eu peço que o assistam com uma dupla visão: o olhar de uma guerra ganha e a aparência de uma tragédia em curso", acrescentou.
Em inglês, idioma que alguns entre eles compreendem, Lévy disse: "Nas Olimpíadas, existe uma coisa chamada a passagem da tocha. Eu quero que amanhã, em Cannes, vocês passem a tocha do que fizeram para nossos amigos sírios. Este é o significado do nosso encontro. Vocês têm a chama da liberdade, vocês vão passá-la aos nossos irmãos sírios". Um dos dois sírios, agora um oficial dos grupos rebeldes, às lágrimas, saiu da sala.