Com objetivo de intepretar e refletir o universo feminino, a obra da artista, pós-graduada em Poéticas Visuais, é composta de peças com impressão em lona com imagens do renascimento e barroco europeus transformadas a partir da interferência da artista e do uso de técnica mista, que se constitui na apropriação de imagem, manipulação digital, pintura e colagem.
As questões femininas permeiam a obra e podem ir, dependendo da interpretação de cada um, do santo ao profano, sem deixar de marcar a presença feminina. A artista explica que o segredo da interpretação está em atentar para os detalhes.
“Os estandartes escancaram ideias íntimas, pensamentos e sentimentos de seus autores. Cada um deles tem as suas peculiaridades”, diz Beth. De acordo com a crítica de arte e professora do Instituto de Artes da UFRGS Paula Ramos, em meio aos excessos, a obra trafega entre os referenciais da visualidade cristã, da cultura popular e do universo kitsch.