O curador francês Jacques Leenhardt, diretor da Escola de Altos Estudos Sociais de Paris, diz que a relação com o passado, com um mundo feliz e desaparecido, dá sua nota de melancolia a uma das buscas pictóricas mais consequentes e solitárias da pintura brasileira nos últimos 50 anos.
Para ele, a busca pelo tempo perdido perpassa todas as temáticas trabalhadas pelo artista ao longo de sua carreira encerrada com sua morte em agosto de 1994. Os desenhos revelam, de maneira espontânea, a visão trágica de Iberê da vida, além de mostrar a insatisfação com a finalização de suas obras. Por meio do desenho, o artista libera-se. Visitação de terças a domingos, das 12h às 19h, e quintas, das 12h às 21h.