Arte & Agenda

Exposição de artistas brasileiras em NY questiona a sexualização da mulher

“Oh, I Love Brazilian Women!” traz 12 trabalhos realizados por artistas em diferentes regiões do Brasil. Algumas das obras trazem à tona o contexto de pandemia e criticam o atual governo

“Brazil”, de Santarosa Barreto, é o resultado de uma residência artística na França. A artista, assim como muitas das mulheres que vivem fora do Brasil ou que visitam outros países, era frequentemente confrontada com uma forma de "negging" – em que um aparente elogio, na verdade, está imbuído de outra intenção. Neste caso, o comentário sugere a expectativa sexual que se tem em relação às mulheres brasileiras ou latinas.
“Brazil”, de Santarosa Barreto, é o resultado de uma residência artística na França. A artista, assim como muitas das mulheres que vivem fora do Brasil ou que visitam outros países, era frequentemente confrontada com uma forma de "negging" – em que um aparente elogio, na verdade, está imbuído de outra intenção. Neste caso, o comentário sugere a expectativa sexual que se tem em relação às mulheres brasileiras ou latinas. Foto : Santarosa Barreto


A mulher brasileira será protagonista em um dos espaços de arte mais vibrantes de Manhattan, em Nova Iorque. A exposição “Oh, I Love Brazilian Women!”, que conta com a concepção da curadora e tradutora Luiza Testa, apresentará, a partir do dia 14 de janeiro, trabalhos de doze artistas na apexart (Church Street, 291) que têm como objetivo criticar a imagem da beleza erotizada forjada sobre o corpo das mulheres brasileiras.
 
A seleção das obras foi realizada a partir de uma pesquisa aprofundada e em colaboração com as artistas sobre as mazelas que as mulheres carregam por serem mulheres, verificando que, em comum, tiveram a capacidade de transformar suas dores em algo universal e palpável pela arte. “A intenção da exposição é abordar o problema do estereótipo da mulher brasileira, provando como a própria produção de cada uma das artistas contém uma multiplicidade de pensamentos, de histórias, de corpos e de formas de existir”, conta Luiza Testa. Dessa forma, as obras expostas discutem, questionam e respondem a colocações como: o que é uma mulher? Qual é a ligação entre a mulher e a natureza? Qual a diferença entre o sofrimento das mulheres negras e indígenas e o das brancas? E, trazendo à tona a realidade atual do mundo: Como o isolamento social da Covid-19 impactou a violência doméstica?
 
As artistas participantes são: Arissana Pataxó (BA), Benedita Arcoverde (PE), Brenda Nicole (SP), Camilla D’Anunziata (RJ), Fernanda Sternieri (SP), Juliana Manara (Londres), June Canedo (Nova Iorque), Lenora de Barros (SP), Micaela Cyrino (SP), Milena Paulina (SP), Santarosa Barreto (SP) e Vitória Cribb (RJ). Seus trabalhos serão apresentados em diferentes suportes, como pintura, fotografia, intervenção e videoperformance. A visitação seguirá até 12 de março. 
 

 

 

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