Segundo a comissária do Museu Nacional da Colômbia, Nathalia Bonilla, as obras mostram, sobretudo, o que ocorreu no país nos anos 90, mas também são um registro universal da condição humana e da violência presente em todos os lugares. Embora retrate uma situação trágica de um período bem determinado, o colombiando Botero criou as composições com pinceladas de cores vibrantes capazes de atrair e envolver cada vez mais pessoas no drama colombiano e de outros países em conflitos sociais.
"Dores da Colômbia" dialoga com uma corrente artística que vincula a arte à política. Dentro desse contexto encontram-se outros mestres importantes que n imprimiram discursos e fatos históricos em suas telas, como Francisco Goya e Pablo Picasso. As obras, ocupando os quatro andares do Centro Cultural CEEE, foram dispostas por temas e pela prioridade de conservação.
A mostra passou por Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, e, depois de Porto Alegre, seguirá para as cidades de Belo Horizonte, Fortaleza e Recife.
O conjunto das peças foram doadas por Botero ao Museu Nacional da Colômbia entre 2004 e 2005, e também já percorreu cidades europeias e latino-americanas.
Com curadoria do próprio Museu Nacional da Colômbia, localizado em Bogotá, a individual marca as comemorações de dez anos de Centro Cultural CEEE. Visitação pode ser feita até 8 de março, de terças a sextas, das 10h às 19h, e sábados, das 11h às 18h.