A exposição "As Meninas do Quarto 28" será inaugurada em Porto Alegre nesta quarta-feira, às 18h, e segue em cartaz até março de 2016, no Museu da Ufrgs (Osvaldo Aranha, 277). A mostra, que já passou por cidades da Europa e Israel, além de São Paulo e Brasília, retrata o dia a dia de meninas judias que foram confinadas na então Tchecoslováquia durante a invasão alemã sofrida pelo país na Segunda Guerra Mundial. A visitação pode ser feita de segundas a sextas-feiras, das 9h às 18h, com entrada gratuita e mediações agendadas pelo site.
A exposição reúne desenhos das crianças e uma réplica de seu alojamento no gueto de Theresiendstadt, antiga fortaleza a 60 km de Praga, que serviu de prisão para artistas, cientistas, músicos, intelectuais e outros judeus. O grupo de meninas enfocado pelo projeto viveu nesse local da Tchecoslováquia, no alojamento L410, quarto 28.
Os artistas que ficaram no lugar utilizaram seus conhecimentos para proporcionar a essas jovens uma série de atividades como pintura, desenho e música, além de aulas de matemática, história e geografia. Assim, trouxeram às crianças prisioneiras, momentos de esperança e alívio, tentando evitar que suas vidas fossem devastadas pela guerra.
As produções servem como registro dessa história e dos primórdios da arteterapia, e, reunidas pela jornalista e escritora Hannelore Brenner, deram origem ao livro e à exposição itinerante “As Meninas do Quarto 28”. Dodi Chansky, Karen Zolko e Roberta Sundfeld formam o comitê curatorial da mostra, chancelada pela ONU e escolhida pela União Europeia para homenagem no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Exposição em Porto Alegre revela rotina de gueto judeu na 2ª Guerra
"As Meninas do Quarto 28" reúne desenhos de crianças confinadas em alojamento