Arte & Agenda

Exposição “Inéditos e Reciclados” tem encerramento amanhã com transporte grátis

Mostra na Fundação Chaves Barcellos, em Viamão, reúne a produção da artista, desenvolvida em mais de 40 anos de investigação fotográfica

Mostra reúne 19 obras criadas a partir dos anos 1970 até as produções mais recentes
Mostra reúne 19 obras criadas a partir dos anos 1970 até as produções mais recentes Foto : Leopoldo Plentz

Este sábado é a última oportunidade para conferir “Inéditos e Reciclados”, que apresenta 19 trabalhos desenvolvidos ao longo de mais de 40 anos de investigação fotográfica na produção de Vera Chaves Barcellos, aberta desde abril último, na Sala dos Pomares da Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB), em Viamão. Os interessados poderão contar com transporte grátis de ida e volta:  a saída será às 14h, em frente ao Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/nº), mediante inscrição via 
e-mail info.fvcb@gmail.com ou telefone (51) 98229-3031. Para acessar o ônibus, será necessário apresentar comprovante de vacinação e uso obrigatório de máscara. No local, a circulação também será mediante uso obrigatório de máscara, com oferecimento de álcool gel. 

Por meio do conjunto de trabalhos que compõem a mostra Inéditos e Reciclados, é possível compreender que o interesse de Vera Chaves Barcellos pela fotografia vai muito além do registro, considerando seu caráter diverso, suas possibilidades de manipulação, ressignificação e os jogos visuais. Séries mais recentes se referem a alguns aspectos da história da arte moderna e da arquitetura, fazendo uma homenagem à fotografia analógica, pois muitas das obras representadas tiveram nesta sua origem. 


Sobre a artista

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, em 1938. Nos anos 1960, dedicou-se à gravura depois de estudos na Inglaterra e Holanda. Em 1975, aprofundou seu conhecimento em técnicas gráficas e fotografia, com bolsa do British Council, no Croydon College, em Londres. Em 1976, fez parte da representação do Brasil na Bienal de Veneza com o trabalho Testarte. Desde os anos 1970, tem atuado no cenário cultural em Porto Alegre figurando entre os fundadores do Nervo Óptico (1976-1978), do Espaço N.O. (1979-1982) e também da galeria Obra Aberta (1999-2002). Em 2005, instituiu a Fundação dedicada à arte contemporânea que leva seu nome e a qual preside desde então. Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior. Participou de quatro Bienais de SP e exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália. Desde a década de 1980, realiza instalações multimídia, empregando, além da fotografia, muitos outros meios. Vive e trabalha em Viamão, RS, Brasil, mantendo também seu estúdio em Barcelona, Espanha, desde 1986.

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