Arte & Agenda

Exposição leva ao Rio legado artístico das Olimpíadas

Obras podem ser vistas no Museu Nacional de Belas Artes

Exposição traz ao Rio legado artístico das Olimpíadas
Exposição traz ao Rio legado artístico das Olimpíadas Foto : MNBA / Divulgação / CP
Idealizados pelo Barão de Coubertin no final do século 19, os Jogos Olímpicos da era moderna foram concebidos como uma reinvenção, aberta à participação de atletas de todo o mundo, dos jogos que na Antiguidade surgiram na Grécia e depois passaram a ser disputados também no Império Romano.

Muito mais que manifestações exclusivamente esportivas, as Olimpíadas daquela era deixaram um legado artístico que pode ser visto na exposição Os Jogos da Antiguidade/Grécia e Roma, aberta ao público nessa quinta-feira no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no centro do Rio de Janeiro. Com obras de grandes museus gregos e italianos, a exposição exibe esculturas que representam atletas, objetos usados por eles, ânforas e mosaicos que retratam cenas esportivas.

São cerca de 60 obras, algumas com mais de 2,5 mil anos, que mostram ao público um quadro completo do desenvolvimento dos jogos e suas características peculiares nos mundos grego e romano. Fruto de um trabalho de quatro anos, a exposição tem curadoria dos italianos Eugenio La Rocca, professor de Arqueologia Clássica da Universidade Sapienza, em Roma, e Annalisa Lo Monaco, historiadora formada pela Universidade de Pisa.

As obras são provenientes de coleções de dez instituições gregas e italianas, entre elas os museus Arqueológico de Olímpia, Arquelógico Nacional de Atenas, do Vaticano, de Arte Clássica Universidade de Roma Sapienza, Nacional Etrusco de Villa Giulia (Roma), Palazzo Massimo alle Terme e Museus Capitolinos.

PHD em arqueologia grega e sua relação com o sagrado, Annalisa Lo Monaco destaca o caráter sagrado dos jogos na Grécia antiga. "As competições nasceram no interior dos santuários como parte integrante das festas religiosas. Cada cidadezinha e cada santuário convocava suas próprias competições, mais ou menos articuladas", explica uma das curadoras.

"Já em Roma", conta o professor Eugenio La Rocca, "a situação era completamente diferente. Foi lá que a competição, nascida de forma tímida na Grécia, num contexto religioso, se transforma num verdadeiro espetáculo."

Oportunidade olímpica

O público carioca e as centenas de milhares de visitantes que o Rio já está recebendo para a Olimpíada terão a rara oportunidade de entrar em contato com obras milenares e recentes descobertas arqueológicas de um universo em perfeita sintonia com os Jogos Rio 2016.

"Esta exposição representa um fato artístico da maior relevância para a história do Museu Nacional de Belas Artes e para a cidade do Rio de Janeiro", comemora a diretora do MNBA,a museóloga Monica Xexéo. A exposição tem patrocínio do Comitê Olímpico da Itália e apoio de diversos órgãos governamentais e instituições culturais daquele país. A realização é do Museu Nacional de Belas Artes, da Base7 Projetos Culturais e da Civita Mostre.

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