Após dois meses ocupando a Sala Laranjeira do Centro Cultural da Ufrgs em um ecossistema que une arte, ciência e natureza, a exposição “PANAPANÃ – Papilionis Transectum”, de Mauro Espíndola, chega ao fim. O evento de encerramento acontece na próxima terça-feira, dia 16, às 19h, com uma programação cultural multidisciplinar e entrada franca.
A noite de encerramento será marcada pelo lançamento do catálogo oficial da mostra, com a distribuição gratuita de 50 exemplares para o público presente.
Performance e concerto musical marcam o encerramento
Para fechar o ciclo da ocupação artística, o Centro Cultural da Ufrgs receberá uma fusão de linguagens performáticas. A programação conta com a apresentação da bailarina contemporânea Daggi Dornelles, acompanhada pelas projeções visuais de Frank Jeske.
A trilha sonora ao vivo será comandada pelo maestro e professor da Ufrgs Antônio Carlos Borges-Cunha, que se apresenta ao lado do músico Vagner Cunha e da Passaredo – Orquestra de Flauta Doce (IFRS/Ufrgs).
Gabinete de curiosidades e a poética da impermanência
Selecionada no Edital de Ocupação do espaço cultural, "PANAPANÃ" evoca a atmosfera dos antigos gabinetes de curiosidades dos séculos XVI a XVIII. Com curadoria de Marilice Corona, a mostra reúne gravuras experimentais, livros de artista e objetos construídos a partir de materiais coletados no Moinho da Capivara, estúdio de Espíndola localizado na zona rural de Lindolfo Collor (RS).
Elementos como vegetais em deterioração, galhos queimados e borboletas encontradas sem vida são reorganizados em composições que simulam a catalogação científica. Na obra, a ciência e suas classificações viram ferramentas poéticas, tese reforçada pelo uso de heterônimos do artista — Emanoel Leichter e Francysca Omolara —, que borram os limites entre criador e pesquisador.
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