Arte & Agenda

Exposição “Panapanã” se encerra com evento cultural

No Centro Cultural da universidade, evento de encerramento conta com lançamento de catálogo, performance de dança e concerto musical

Exposição de Mauro Espíndola investiga arte, ciência e natureza no Centro Cultural da UFRGS a partir de 24 de março, com entrada franca
Exposição de Mauro Espíndola investiga arte, ciência e natureza no Centro Cultural da UFRGS a partir de 24 de março, com entrada franca Foto : Camila Leichter/Reprodução/CP

Após dois meses ocupando a Sala Laranjeira do Centro Cultural da Ufrgs em um ecossistema que une arte, ciência e natureza, a exposição “PANAPANÃ – Papilionis Transectum”, de Mauro Espíndola, chega ao fim. O evento de encerramento acontece na próxima terça-feira, dia 16, às 19h, com uma programação cultural multidisciplinar e entrada franca.

A noite de encerramento será marcada pelo lançamento do catálogo oficial da mostra, com a distribuição gratuita de 50 exemplares para o público presente.

Performance e concerto musical marcam o encerramento

Para fechar o ciclo da ocupação artística, o Centro Cultural da Ufrgs receberá uma fusão de linguagens performáticas. A programação conta com a apresentação da bailarina contemporânea Daggi Dornelles, acompanhada pelas projeções visuais de Frank Jeske.

A trilha sonora ao vivo será comandada pelo maestro e professor da Ufrgs Antônio Carlos Borges-Cunha, que se apresenta ao lado do músico Vagner Cunha e da Passaredo – Orquestra de Flauta Doce (IFRS/Ufrgs).

Gabinete de curiosidades e a poética da impermanência

Selecionada no Edital de Ocupação do espaço cultural, "PANAPANÃ" evoca a atmosfera dos antigos gabinetes de curiosidades dos séculos XVI a XVIII. Com curadoria de Marilice Corona, a mostra reúne gravuras experimentais, livros de artista e objetos construídos a partir de materiais coletados no Moinho da Capivara, estúdio de Espíndola localizado na zona rural de Lindolfo Collor (RS).

Elementos como vegetais em deterioração, galhos queimados e borboletas encontradas sem vida são reorganizados em composições que simulam a catalogação científica. Na obra, a ciência e suas classificações viram ferramentas poéticas, tese reforçada pelo uso de heterônimos do artista — Emanoel Leichter e Francysca Omolara —, que borram os limites entre criador e pesquisador.

Serviço:

O quê: Encerramento da exposição “PANAPANÃ – Papilionis Transectum”
Quando: 16 de junho (terça-feira), às 19h
Onde: Sala Laranjeira do Centro Cultural da Ufrgs (Campus Centro - Entrada pela Rua Eng. Luiz Englert, 333)
Quanto: Entrada franca

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