Arte & Agenda

Fãs de Elvis ganham megaexposição em São Paulo

Viúva do rei do rock assistiu ao lançamento da mostra de 1,2 mil m²

Fãs de Elvis ganham megaexposição em São Paulo
Fãs de Elvis ganham megaexposição em São Paulo Foto : Yasuyoshi Chiba / AFP / CP
O autógrafo do ídolo tatuado no tornozelo, no colo um escapulário com seu nome, e, no pulso, um relógio com seu rosto: Malu Ezipato é uma das fãs que visitaram, em São Paulo, uma mostra inédita com quase 600 objetos que pertenceram a Elvis Presley. "Sou fã de Elvis desde os nove anos de idade", afirmou a bancária que secava as lágrimas nos corredores da exposição "The Elvis Experience" que, pela primeira vez, levou para fora dos Estados Unidos os objetos de Elvis que pertencem à coleção de sua mítica residência em Graceland, Memphis (sul).

"Além de sua música, sua voz maravilhosa, seu rosto, Elvis era boa gente, generoso, ajudava todo mundo. Ele me inspira a ser uma pessoa melhor", acrescenta a mulher de 44 anos, que disse ter destinado um quarto de sua casa a um "santuário" para seu ídolo, apesar dos ciúmes de seu marido.

A exibição está aberta desde a quarta-feira em um espaço de 1,2 mil m² no estacionamento de um centro comercial de São Paulo e vai até o dia 5 de novembro. A viúva do rei do rock n'roll, Priscila Presley, que assistiu ao lançamento da exposição, garante ter "lembranças maravilhosas" de sua vida em Graceland, onde Elvis viveu durante duas décadas até sua morte aos 42 anos, em 1977.

"Nesta mostra se poderá sentir o espírito de Elvis", assegurou Priscilla, vestida de vermelho dos pés à cabeça.
Jack Soden, presidente da Elvis Presley Enterprises, que administra o patrimônio do cantor, explicou à AFP porque o Brasil foi escolhido como o primeiro destino internacional para o evento.

"Estávamos muito interessados no Brasil porque sabemos que Elvis tem muitos fãs aqui. O Brasil é um país de quase 200 milhões de habitantes e os brasileiros são fãs muito ativos na página do Elvis no Facebook", destacou.
"Depois, vamos analisar a possibilidade de levar a exposição para outros países", acrescentou.

O incentivador da mostra em São Paulo, que entrou em contato com Soden após uma visita a Graceland, foi o produtor brasileiro Rafael Reisman, que pensou em montar no Brasil uma exposição que incluísse também muitos outros itens que continuam guardados em Graceland. "Fazer uma mostra não foi fácil. Temos que ver os resultados, analisar se é financeiramente viável e então tentar levar a outros lugares", destacou.

Segundo Reisman, o custo de trazer a mostra para o Brasil foi de 5 milhões de dólares. Na exposição, estão dois de seus muitos carros esportivos, seu uniforme do serviço militar, fotos, um enorme e antigo telefone celular; sapatos, cheques, joias e os extravagantes trajes com enormes mangas que usou nos anos 1970, os últimos de uma brilhante carreira que começou em meados da década de 1950.

Também figura entre os itens uma cópia de seu contrato inicial com o coronel Tom Parker, seu empresário, os primeiros acordos com a gravadora RCA, assim como uma toalha de mesa onde Elvis selou um acordo para realizar shows durante cinco anos em Las Vegas, peça que nunca havia sido exibida.

"Elvis é meu ídolo", disse Peleco Miranda, cantor, em torno dos trinta anos apaixonado por música brasileira, que se fotografava em frente aos carros. "Sou 'Elvismaníaca' por toda a vida", se descreveu Fátima Leite, de 54 anos, enquanto corria para tirar fotos dos carrinhos de golf do rei do rock.

Uma televisão com um tiro na tela infligido pelo próprio Elvis chamava a atenção de dezenas de visitantes e, ao final do passeio, uma grande parede branca e lápis para escrever uma frase fechavam a mostra. "Elvis, love me tender", dizia uma mensagem, citando a famosa canção de uma das maiores vozes do século XX.



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