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Fãs de Johnny Hallyday choram a morte do ídolo em grande homenagem

Celebrações neste sábado marcaram o último adeus ao ícone do rock

Homenagem reuniu milhares de fãs em Paris
Homenagem reuniu milhares de fãs em Paris Foto : Eric Feferberg / AFP / CP
Os fãs de Johnny Hallyday se despediram neste sábado na Avenida Champs-Élysées, em Paris, em uma enorme e emotiva homenagem ao roqueiro que durante mais de meio século foi "parte da França". O cantor, que faleceu na quarta-feira, aos 74 anos, por conta de um câncer, foi "uma parte de nós, uma parte da França", disse o presidente Emmanuel Macron. "Ele era muito mais que um cantor, era a vida", acrescentou o mandatário ao lado da primeira-dama Brigitte.

Pequenos grupos vagaram muito cedo pela Champs-Élysées, de onde saiu a procissão do funeral. Eles chegaram à noite para encontrar um bom lugar nas calçadas, bem como na Place de la Madeleine, onde a multidão estava crescendo hora a hora antes da cerimônia religiosa, que ocorreu pela manhã no horário de Brasília,. Alguns dormiram no local. "Queremos prestar homenagem a Johnny, é a minha vida, eu a escuto, manhã, meio dia e noite", disse o Claude Broos, um encanador belga de 55 anos que viajou à cidade Luz de carro, com um grupo de amigos.

Não muito longe, ainda na "avenida mais bonita do mundo", Johnny e Laeticia Bernard, 36 e 34 anos respectivamente, chegaram do departamento de Pas-de-Calais, ao norte da França, com a filha Aline, de 11 anos. "Era importante pagar-lhe o último tributo com tudo o que ele nos trouxe, alegria, felicidade, ele era um grande homem", diz Johnny, que viu seu ídolo quatro vezes. A família fez parte do grupo que cantou canções do artista, levando o público às lágrimas.

A esposa do cantor, Laeticia, e seus filhos Laura e David estavam na primeira fila, ao lado de muitas personalidades francesas, como os ex-presidentes Nicolas Sarkozy e François Hollande, e os atores Jean Reno e Marion Cotillard, que depois participaram de uma cerimônia religiosa na Igreja de la Madeleine. O choro de Marion ilustrou a tristeza da França, comparável à provocada pela morte de Edith Piaf, em 1963.

Hallyday anunciou em março que sofria de um câncer de pulmão, mas esperava poder voltar a se apresentar e preparava um novo álbum. Vendeu mais de 100 milhões de exemplares de seus 50 discos e muitas de suas canções fazem parte da cultura popular. Mas, além disso, contava com um carinho incondicional de seus fãs, graças ao seu carisma e sua proximidade com eles, nítida a cada vez que subia no palco. Se impôs com o passar do tempo e das modas, encarnando a imagem de "bad boy" e com um ideal de liberdade. Mas seu sucesso nunca ultrapassou a fronteira do idioma, já que não era muito conhecido além do mundo francófono.

Sua vida pessoal esteve marcada por altos e baixos, e pelos episódios polêmicos. Se casou cinco vezes - duas delas com a mesma mulher - e tentou se matar. Foi criticado quando se mudou para a Suíça e Los Angeles, alegando que os impostos na França eram altos demais. O corpo de Hallyday será transferido no domingo para a ilha caribenha de St. Barth, onde tinha uma casa, para ser enterrado na segunda-feira, para a tristeza de muitos de seus fãs

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