Arte & Agenda

Fãs invadem Redenção em busca de palhetas do Guns N' Roses

Produção do grupo norte-americano escondeu acessórios pelo parque de Porto de Alegre nesta quarta

O jovem Gabriel Diehl veio a Porto Alegre assistir ao show da banda e também foi à procura das palhetas
O jovem Gabriel Diehl veio a Porto Alegre assistir ao show da banda e também foi à procura das palhetas Foto : Eric Raupp / Especial / CP
Depois de uma noite de ode ao rock'n roll, embalada pelos clássicos do Guns N’ Roses em Porto Alegre, os fãs receberam a notícia, pelas redes sociais, de que palhetas do grupo foram espalhadas pela Redenção. Sem hesitar, admiradores dos norte-americanos foram até o parque à procura dos acessórios, mas encontrá-los pelos 37,5 hectares do tradicional espaço verde de Porto Alegre não foi uma tarefa fácil e que todos conseguiram realizar. Porém, há quem teve sorte em dobro, como o baterista da banda gaúcha Capitão Rodrigo, Eduardo Schuler.

Depois de ter dormido na fila para ver Slash, Axl e Duff McKagan no mesmo palco e de "ter visto o maior show da vida”, ele finalizou a experiência encontrando duas. “Eu acordei realizado. Hoje coloquei meus vinis do Guns pra tocar e abri o Instagram deles para ver se já tinha alguma foto do show de ontem; fiquei bem perto da grade, esperava aparecer em alguma foto”, contou, após publicar imagem das palhetas encontradas na rede social. Schuler viu a postagem que havia sido feita há 27 minutos e, como mora perto do parque, acompanhado pela namorada, pegou um ônibus e foi para o local. “Achei que ia ser fácil de achar, mas só um cara tinha achado uma no chão. E não parava de chegar gente”, comentou. Depois de tentativas frustradas em bancos e no meio de árvores, o casal começou a olhar nos canteiros do espelho do d’água.

Eles, então, se dividiram e cada um foi para um lado do tanque decorativo. “Na primeira olhada por baixo, eu dei de cara com uma palheta, com o logo virado para cima, bem escondida entre as plantas. Procurei nos outros canteiros e nada. Minha namorada começou a ver nos que eu só tinha olhado por cima e achou a segunda”, explicou ele, que é fã dos Guns desde criança. “É a banda da minha vida, dormi na fila para ver os caras de perto. Tenho todos os LP’s deles. É uma paixão inexplicável, porque foi a primeira banda de rock que ouvi, aos 9 anos. Eu vivo de música assim como eles, e me inspiro neles não só no som, mas também no lifestyle”.

A sorte não é para todos

Mais de quatro horas após o anúncio de que os objetos estavam na Redenção, nem mesmo o tempo nublado impedia que os fãs continuassem a busca. A informação que circulava pelos presentes no parque é de que havia 12 palhetas escondidas, mas o grupo não confirmou a informação. Alguns tentavam mandar mensagens pelo Twitter para saber mais detalhes e pedir dicas da localização. O movimento de cabisbaixos transeuntes chamava atenção de quem passeava com seus cachorros ou tomava chimarrão antes da chuva começar - alguns até tiravam fotos dos fãs, que em sua maioria vestiam roupas pretas e com frases ou imagens do Guns.

Assim que souberam da existência das palhetas em Porto Alegre, as amigas Caroline da Silva e Horrana Santos saírem de moto de Gravataí para tentar garantir uma. Após mais de duas horas caminhando, elas não tiveram sorte. “Eu estava indo na direção do chafariz quando um guri achou”, lamentou Horrana. Na esperança conseguir uma recordação, elas bilsbilhotaram lugares considerados “óbvios”. “Vai ver que alguém deixou passar. Não é mais 'Pokemon Go', é 'Palheta Go'”, brincou Caroline, que foi ao Beira-Rio na noite de terça e afirmou que valeu cada centavo gasto e cada minuto na fila para entrar no estádio. 

Enquanto algumas pessoas se reuniam em grupos, o jovem Gabriel Diehl caminhava sozinho, vestindo uma camisa da turnê "Not In This Lifetime". O jovem de Cerro Branco, cidade de 4.454 habitantes localizada na Mesorregião do Centro Oriental Rio-grandense, veio à Capital especialmente para assistir ao show da icônica banda dos anos 80. Chegou na fila às 8h da manhã e foi uma das primeiras pessoas as entrar no setor da pista normal. "Fui com um amigo e foi sensacional, os solos longos do Slash foram perfeitos", palpita.

Diehl ficou na cidade porque esperava que palhetas fossem escondidas em algum lugar. “Eles fizeram isso num show na Argentina, então eu pensei que poderiam fazer aqui”, revelou, enquanto procurava pelas árvores. Mesmo que não ache nada, ele vai enfrentar as três horas e meia de ônibus de volta para casa, na noite desta quarta, extremamente empolgado, porque achou a apresentação dos norte-americanos insana.







 


Porto Alegre! Escondemos algumas palhetas #GnFnR no Parque da Redenção Boa sorte...

Uma foto publicada por Guns N' Roses (@gunsnroses) em


Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta sexta-feira, dia 16 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio