O espetáculo tem como ponto de partida a situação de violência na Faixa de Gaza. A dramaturgia é livremente inspirada em fragmentos de textos, depoimentos, músicas, filmes e referências diversas. A peça não está centrada no conflito entre árabes e judeus e, sim, na utilização de Gaza como mote para uma reflexão a respeito das diversidades e dos limites entre os indivíduos. Segundo a divulgação da peça na revista e no site do Porto Alegre em Cena, o distanciamento gerado pelo exotismo cultural é constantemente desconstruído e transformado, para que o espectador seja conduzido ao questionamento dos seus próprios valores e intolerâncias. “GPS Gaza procura a Faixa de Gaza existente nas sociedades contemporâneas e dentro de cada um, aqui e agora”, diz o texto.
Deborah é artista homenageada do festival. O livro com a biografia da atriz e diretora, chamado “Deborah Finocchiaro.A Arte Transformadora”, do jornalista do Correio do Povo, Luiz Gonzaga Lopes, tem lançamento na segunda- feira, no Theatro São Pedro. Segundo Deborah, a inspiração para a peça foram os textos “Seven Jewish Children” (Sete Crianças Judias), de Caryl Churcil e “Seven Palestinian Children” (Sete Crianças Palestinas), de Deborah S. Margolin, trazidos por Camila Bauer.