Entre os longas estão "Coração de Luto", de Teixeirinha. Um dos pioneiros do cinema gaúcho, Daniel participou também da cobertura de fatos políticos importantes, como o movimento da Legalidade. Seu filho, Ivo Czamanski, seguiu os passos do pai, tendo trabalhado ao seu lado em diversas produções. Tornou-se diretor de fotografia, tendo atuado em 19 longas-metragens e mais de 300 documentários. Entre os muito prêmios que recebeu, esteve a homenagem especial do Festival de Cinema de Gramado - e uma placa eternizada no Palácio dos Festivais - ao completar 50 anos de cinema. Foi também diretor do Instituto Estadual de Cinema, vinculado à Secretaria Estadual da Cultura, no governo passado. "Dediquei minha vida inteira à sétima arte", diz.
Nos últimos anos, vem trabalhando em parceria com o roteirista e diretor de cinema Tabajara Ruas, como no longa "Netto e o Domador de Cavalos". Seu mais novo filme é "Senhores da Guerra", que deve ser lançado neste ano e no qual Czamanski e Ruas novamente trabalharam juntos. A terceira geração, representada por Antonio Czamanski, também se divide entre o jornalismo e a atuação. Além de outros filmes de que participou, interpreta o líder maragato Leonel Rocha em "Senhores da Guerra", baseado no livro de José Antonio Severo. E um filho de Antonio, Daniel, recebeu o nome do patriarca e já participou de um curta-metragem.