O espetáculo nasceu de encontros durante dois verões na casa de veraneio da família Ramil na praia do Laranjal, em Pelotas. Lá, filhos, netos e até bisnetos se juntaram para cantar e tocar, proporcionando à matriarca Dalva Ramil, no alto dos seus 90 anos, reviver o cotidiano de música que ela e o marido, Kleber Ramil, construíram com os filhos e que teve continuidade com as novas gerações.
Hoje, o grupo se apresenta no Theatro Guarany, em Pelotas, às 21h. Em Porto Alegre, o espetáculo vai estar em cartaz no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/n) de amanhã a sábado, às 21h; e, no domingo, o show está marcado para 18h.
No palco, Kleiton, Kledir, Vitor, Ian, Gutcha, Thiago e João Ramil interpretam canções próprias em versões inéditas: “Almôndegas”, “Deu pra ti”, “Loucos de Cara”, “Ramilonga”, “Derivacivilização”, “Artigo 5”, “Amora”, “Casca”. Todos tocam e cantam, dividindo-se nos solos e somando-se nos vocais.
Parte do prazer dos Ramil no espetáculo está em uns cantarem canções dos outros e se revezarem nos instrumentos, incluindo o desafio de tocar alguns deles pela primeira vez. Além dos tradicionais violões, baixo elétrico, violino, guitarra e percussão, a paisagem sonora incorpora sax, “cuatro venezollano”, viola agostina, rabeca e efeitos eletrônicos.
Os Ramil não se dedicam apenas à música. Alguns ficam nos bastidores. Os vídeos que serão exibidos são de Isabel Ramil (filha de Vitor e Ana), que responde também pela iluminação em parceria com o tio Marcelo Linhares. Karina Ramil (filha de Kleiton e Luciana) é responsável pela direção de cena. O projeto gráfico é de Chris Ramil. Na produção, Kaio Ramil, sob a coordenação geral de Branca Ramil, idealizadora do projeto.
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