Arte & Agenda

Fantasia, política e drama nas telonas

Novo ‘Dungeons & Dragons’, ‘O Pastor e o Guerrilheiro’ e ‘O Lodo’ são destaques nos cinemas

Ação e aventura no longa-metragem ‘Dungeons & Dragons - Honra Entre Rebeldes’ que nasceu como RPG e agora está ganhando outras telas
Ação e aventura no longa-metragem ‘Dungeons & Dragons - Honra Entre Rebeldes’ que nasceu como RPG e agora está ganhando outras telas Foto : PARAMOUNT / DIVULGAÇÃO

Com estreias para vários gostos, as telas de cinema trazem desde ação e fantasia até movimentação político histórica. Uma das novidades é “Dungeons & Dragons - Honra Entre Rebeldes”, dirigido por Jonathan Goldstein e John Francis Daley, que foram roteiristas de “Homem Aranha: De Volta ao Lar”. A produção é uma adaptação do jogo de RPG (Role Playing Game) de mesmo nome, criado nos anos 1970. Muito popular nas décadas seguintes, inspirou diversas produções da cultura pop, incluindo o famoso desenho “A Caverna do Dragão”.

A história da adaptação atual, protagonizada por Chris Pine, acompanha um grupo improvável de aventureiros que juntos tentam recuperar uma grande relíquia perdida. Com muito humor e ação, o longa explora o universo de dragões, elfos, anões, orcs e outras criaturas fantásticas. Com muita ação, ritmo ao melhor estilo videogame o filme é de encantar os fãs dos games e das produções que levam o estilo às telas.

Outra estreia é a do longa brasileiro “O Pastor e o Guerrilheiro”, do talentoso diretor José Eduardo Belmonte, o mesmo de “Alemão”, “Billi Pig” e “Entre Idas e Vindas”. No elenco estão Johnny Massaro, Julia Dalavia, César Mello, Túlio Starling, Ana Hartmann, William Costa, Antônio Grassi, Buda Lira e Gabriela Corrêa. A produção tem também a presença do saudoso Sérgio Mamberti, falecido ano passado, depois de marcar a arte com trabalhos como “O Homem Que Desafiou o Diabo” e “Castelo Rá-Tim-Bum”, entre vários outros.

A trama de “O Pastor e o Guerrilheiro” se passa nas décadas de 1960, 1970 e nos últimos dias de 1999, na virada do milênio. Em 1968, o jovem comunista João deixa a universidade e vai para uma guerrilha na Amazônia. Lá ele é preso, torturado e enviado para a prisão em Brasília, onde encontra Zaqueu, um cristão evangélico, preso por engano. Eles sofrem juntos, superam diferenças ideológicas, se ajudam e marcam um encontro para 26 anos depois, à meia-noite, na virada do milênio, em cima da Torre de TV de Brasília.

O roteiro é de Josefina Trotta e foi inspirado em uma história real, com rodagens no Tocantins, às margens do Rio Araguaia, e em Brasília. A direção de fotografia é da talentosa Bárbara Alvarez e o filme teve première no 50° Festival de Gramado. Percorreu ainda eventos como o 21st New York Latino Film Festival, 24° Festival de Cinema do Rio de Janeiro, e a Mostra de São Paulo.

Também chega às telonas o brasileiro “O Lodo”, do veterano Helvécio Ratton. O drama reúne Inês Peixoto, Eduardo Moreira e Teuda Bara para contar uma história envolvente. A trama gira em torno de Manfredo, pacato cidadão de uma companhia de seguros que, para tratar depressão, procura um psiquiatra. O médico quer fazer o paciente “mergulhar no lamaçal” que tem dentro de si. Na relação entre os dois há algo que Manfredo não quer revelar. Em meio um clima algo gótico e obscuro se dá uma espécie de “perseguição” entre médico e paciente.

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