O Fantaspoa, festival de cinema dedicado ao gênero fantástico da América Latina, encerrou sua edição de 2026 na noite de domingo, 26 de abril, com sua cerimônia de premiação e a exibição de "Remanente: Voltagem”, longa-metragem dirigido por Kapel Furman e produzido pela Fantaspoa Produções. Durante 19 dias, o evento reuniu público presencial e online em uma programação intensa, além de promover encontros entre realizadores, profissionais do audiovisual e espectadores.
Ao todo, foram registrados 550 mil acessos, entre o público presencial nas salas de cinema e nas exibições online gratuitas, disponibilizadas para todo o Brasil pela plataforma Darkflix+, que apresentou uma seleção especial de 77 curtas-metragens. O festival também contou com mais de 80 convidados nacionais e internacionais e realizou 24 estreias mundiais, reforçando sua relevância internacional como janela de exibição.
Um dos grandes marcos desta edição foi a entrega inédita do Prêmio Méliès de Prata para Melhor Longa-Metragem Europeu. Pela primeira vez, o Fantaspoa passou a integrar o seleto grupo de festivais responsáveis por conceder essa honraria, tornando-se o primeiro festival não europeu a receber essa distinção.
A cerimônia de premiação reconheceu os destaques desta edição em diversas categorias competitivas, celebrando produções de diferentes países e linguagens.
Confira os premiados no 22º Fantaspoa:
Competição internacional
(Júri: Fernando Sanches, Matheus Marchetti, Mauricio Chernovetzky)
- Melhor Filme: Interior (dir.: Pascal Schuh)
- Melhor Direção: Dean Francis, por Body Blow
- Melhor Roteiro: Chris Marrs Piliero, por Apofeníacos
- Melhor Direção de Arte: Andy Currie, por Marama
- Melhor Ator: Alper Kul, por A Maldita Mesa Turca
- Melhor Atriz: Jelena Djokić, por Karmadonna
- Melhor Fotografia: Meekaaeel Adam, por A Travessia
- Melhores Efeitos Especiais: Mag Mag
- Menção Honrosa de Filme Mais Assustador: Dead Eyes (dir.: Richard E. Williams)
- Menção Honrosa de Melhor Sonho Febril: Acampamento (dir.: Avalon Fast)
- Menção Honrosa de Melhor Coreografia: Levitando (dir.: Wregas Bhanuteja)
Competição ibero-americana
(Júri: Aleksandra Hansen, Hunter Truman, Pascal Schuh)
- Melhor Filme: Cielo (dir.: Alberto Sciamma)
- Melhor Direção: Tomás Pichardo Espaillat, por Olívia e as Nuvens
- Melhor Roteiro: Paul Urkijo Alijo, por Gaua
- Melhor Ator: Fernando Arze Echalar, por Cielo
- Melhor Atriz: Flora Sylvestre, por Lua Rosa: A Sétima Ascensão de Atabey
Competição de curtas-metragens
(Júri: Christopher Faust, Fernanda Talarico)
- Nacional: Contrato (dir.: Deivis Horbach, Kiwi Bertola)
- Animação Internacional: Praying Mantis (dir.: Joe Hsieh)
- Live-Action Internacional: Tainted Love (dir.: Youngho Gye)
- Prêmio Melies: Glory Hole (dir.: Andoni Fernandez)
- Menção Honrosa: Klee (dir.: Gavin Baird)
Competição low budget great films
(Júri: Dean Francis, Lucas Abrahão)
- Melhor Filme: O Perigo em Pincer Point (dir.: Jake Kuhn, Noah Stratton-Twine)
- Menção Honrosa: Bagworm (dir.: Oliver Bernsen)
Competição nacional
(Júri: Karen Lam, Kate Krol)
- Melhor Filme: Covil (dir.: Rodrigo Lages)
Prêmio Madrugadão
(Júri: James C. Williamson, Meekaaeel Adam)
- Mad Mask (dir.: Nagano, Katsuya Arai)
Prêmio Méliès de Prata
(Júri: André Sigwalt, Kapel Furman)
- Gaua (dir.: Paul Urkijo Alijo)
Prêmio especial de melhor elenco
- Retiro Corporativo (dir.: Aaron Fisher)