Não foram apenas as vendas que surpreenderam na 61ª Feira do Livro, afirmam o presidente da Câmara Rio-grandense do Livro, Marco Cena, e o patrono da edição, o poeta Dilan Camargo. Segundo eles, chamaram a atenção o interesse do público pela provocação “livros ajudam a pensar” e a presença massiva de jovens consumindo e discutindo literatura.
“Pela primeira vez conseguimos fazer uma feira marcada pelo alinhamento com uma ideia. Nos tempos que estamos vivendo, de análise superficial dos fatos, acho que o público entendeu que é preciso ler para saber se posicionar como cidadão”, afirmou Cena, disposto a se empenhar para que essa percepção se torne permanente.
Dilan Camargo, que prometeu no primeiro dia gastar sapato para se fazer presente em cada canto da Praça da Alfândega, comemorou a presença das crianças e adolescentes. “Me emocionou uma família que veio me cumprimentar com um bebê de colo, e que me disse: 'Essa é a primeira feira dele'. É responsabilidade dos pais apresentar a cultura aos filhos. Vamos ver essas crianças de hoje em feiras do futuro”, contou.
Integração entre livros e blogs
O patrono chamou a atenção para o significado do livro, mesmo em tempos de tecnologia digital. “Tivemos na feira blogueiros que lançaram em livro seus conteúdos conhecidos na Internet. E quem lia estes textos on line veio à praça e fez longas filas para pegar seu exemplar impresso e autografado. O livro é um valor que não tem similar”, diz.
Honrando a tradição, o cortejo comandado pelo patrono, ao som do Maracatu Truvão, fechou os trabalhos saindo da área infantil e ofertando rosas a livreiros e leitores. Na manhã desta terça, a CRL divulga números finais de público e vendas. A estrutura já começa a ser desmontada nesta terça, trabalho que deve ser concluído em uma semana.
Feira do Livro chega ao fim mantendo a identidade
Com programação fiel ao tema “livros ajudam a pensar” a festa do livro terminou com saldo positivo