Moda, música e skate fazem parte do cotidiano de quem vive a cultura hip-hop. Artistas ligados ao movimento têm transformado identidade e criatividade em renda, criando marcas próprias que carregam estilo e posicionamento. De olho nesse mercado em expansão, surge o Street RS — uma iniciativa que conecta marcas nascidas nas ruas e nas pistas de skate, ao som do hip-hop.
A primeira edição de 2026 acontece neste sábado, dia 7 de março, a partir das 15h30, na sede da instituição (av. Baltazar de Oliveira Garcia, 2132 - Rubem Berta), na zona norte de Porto Alegre. A entrada é gratuita, com retirada antecipada de ingressos pela Sympla. A realização é da Alvo Cultural, entidade que há 20 anos atua no fortalecimento do hip-hop. Um dos destaques da programação é a show da MC Melinka, rapper de São Paulo que vem ao Rio Grande do Sul especialmente para o evento.
A tarde começa com discotecagem dos DJs DigJow e Laiz Regina. Em seguida, o público acompanha o Best Trick, competição de skate que premia a melhor manobra em obstáculo específico, avaliando técnica e estilo, além do Cash for a Trick, formato que oferece premiação instantânea para manobras de maior dificuldade.
Às 16h30, inicia a Batalha de Graffiti. Na sequência, a programação segue com apresentação de dança, discotecagem do 3 Blacks e Desfile Show com Melinka MC. Na reta final, a Batalha de Looks também premiará o vencedor. O encerramento fica novamente por conta dos DJs Laiz Regina e DigJow.
De acordo com Jean Almeida de Andrade, presidente da Alvo Cultural, a proposta é dar visibilidade a quem constrói, de forma independente, a identidade estética de toda uma cena. “Cada peça e cada estampa contam a história de uma comunidade, a força de um artista e a autenticidade de quem vive e respira a rua”, afirma.
Mais do que uma programação artística, o Street RS se consolida como ponto de encontro. Reúne graffiti, shows, exposições e desfiles, além da energia do skate e do breaking, criando um espaço de troca entre coletivos culturais de diferentes regiões da cidade. “Queremos romper barreiras geográficas, transformar a periferia em centro e mostrar que a cultura de rua é patrimônio de toda a cidade”, completa Andrade.
A curadoria é assinada pelo Movimento À Flor da Pele. A iniciativa conta com apoio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, além do apoio institucional da Associação de Hip Hop de Esteio, Museu do Hip Hop RS, FGTAS, Rap in Cena, Feira de Hip Hop de Porto Alegre e Afrolaboratório.