Feira do Livro

A questionar a ideologia modernista na Feira do Livro

Um momento de reflexão desta segunda-feira, dia 31, na Feira será com Luís Augusto Fischer sobre a Semana de 22

Fischer: ‘É um livro de história da cultura letrada no Brasil (...) com foco na consagração do Modernismo paulista como horizonte máximo, coisa que critico’
Fischer: ‘É um livro de história da cultura letrada no Brasil (...) com foco na consagração do Modernismo paulista como horizonte máximo, coisa que critico’ Foto : Ramon Moser / Divulgaçao / CP Memória

O centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 trouxe candentes questionamentos sobre o modernismo dito brasileiro, mas que tem o horizonte paulistano como epicentro, tendo nascido em fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo. A impressão de um Brasil mais genuíno e estimulante teria vindo à luz naquele movimento capitaneado por Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia e outros. O professor de Literatura da Ufrgs, ensaísta e escritor Luís Augusto Fischer trata destes 100 anos do processo ainda em curso, questionando o cânone “paulistocêntrico” ligado ao Modernismo na obra “A Ideologia Modernista: a Semana de 22 e sua consagração” (Todavia). A obra lançada no início do segundo semestre será objeto de debate, promovido pela 68ª Feira do Livro de Porto Alegre, nesta segunda-feira, dia 31, às16h, no Auditório Barbosa Lessa, do Espaço Força e Luz (Andradas, 1223). 

A mesa “100 anos da Semana de Arte Moderna: reflexos do Modernismo na literatura do RS”, terá além de Fischer, o professor Ruben Daniel Castiglioni, o poeta e tradutor José Eduardo Degrazia, em reflexão proposta pela Academia Rio-Grandense de Letras. Serão tratados os marcos estéticos legados pela geração de 22 e seu impacto na literatura do país, destacando autores e obras referenciais na assimilação do Modernismo e tecendo olhar abrangente sobre os modernismos em todo o país. “Creio que o livro está circulando bem, pelo que recebo. Fui convidado já para quatro debates — em Belo Horizonte, no Rio e em S. Paulo duas vezes, mas não aqui na cidade, curiosamente. É um livro de história da cultura letrada no Brasil, neste século desde 1922, com foco na consagração do Modernismo paulista como horizonte supostamente máximo, coisa que critico”, destaca Fischer.