O escritor porto-alegrense Claudio Cruz lança o livro “A Foto Mais Bonita” nesta sexta-feira, dia 14, às 16h, no Pavilhão de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre. Publicado pela editora Folheando (Belém, 2025), o livro de 210 páginas é o primeiro volume de um projeto de memórias do autor, dividido em cinco partes, e aborda a infância de Cruz, com ênfase nos primeiros dez anos de vida, vividos na década de 1960. Concluída em 2021, a obra de autoficção é lançada somente agora, oferecendo ao leitor um relato cuidadosamente elaborado e estruturado em fragmentos.
“A Foto Mais Bonita” se propõe a resgatar os acontecimentos mais significativos da infância de um menino porto-alegrense, especialmente entre 1961 e 1964, período decisivo para sua formação. Estruturado em dezenas de “fotos” literárias, o livro revela, de forma caleidoscópica, experiências marcantes e a construção da identidade do autor. O título da obra reflete a escolha pessoal de Cruz, mas o leitor é convidado a selecionar as passagens que mais lhe toquem, criando sua própria experiência de leitura.
Claudio Cruz iniciou a prática da escrita ainda na adolescência, mas começou a publicar somente mais tarde. Ao longo de sua trajetória, acumulou experiências profissionais diversas, atuando como office boy, escriturário, técnico, revisor e diretor teatral. É Bacharel em Artes Cênicas pela Ufrgs, Mestre e Doutor em Teoria Literária pela PUCRS, e professor concursado de Literatura Brasileira na UFSC desde 1998. Entre seus livros anteriores estão “Arrabaleros” (romance, 2006), “A Ilha do Tesouro e Outros Poemas” (poesia, 2010) e “Recordações de um Encenador da Província” (memórias, 2011). Aposentado como Professor Titular em 2018, Cruz dedica-se agora exclusivamente à escrita.
Em “A Foto Mais Bonita”, a narrativa revela a troca constante entre o olhar do adulto que relembra e da criança que vivenciou os fatos. O livro se inicia com memórias do cotidiano familiar, como a rotina na casa da família, e atravessa momentos delicados da infância, incluindo episódios em que o autor percebe a gravidade da doença do pai, marcando profundamente sua experiência nos primeiros anos de vida. Segundo a orelha da obra, “a vida cotidiana meio que em suspenso, vários primos e primas reunidos num único lugar, sem explicação, o clima de expectativa e de tensão que rondava aquela casa… de repente entendi tudo: meu pai estava prestes a nos deixar”.
A narrativa de Cruz é também um registro de sua formação literária e afetiva, permeada por referências à música, à literatura e ao teatro, compondo um relato que mescla memória, afetividade e construção do eu. A obra traz capa de Breno Castilho e diagramação de Douglas de Oliveira, inaugurando um projeto de autoficção que seguirá em quatro volumes subsequentes.
O livro estará à venda com desconto especial de lançamento na feira, na banca dos autores independentes. O evento oferece ao público a oportunidade de conhecer pessoalmente o autor e adquirir seu novo livro autografado.