Feira do Livro

Critério ministra oficina sobre atuação de ghostwriter na Feira do Livro

Painel integrou a programação 69ª edição do evento literário, que segue até 15 de novembro

Oficina sobre atuação do ghostwriter foi realizada dentro da programação da Feira do Livro
Oficina sobre atuação do ghostwriter foi realizada dentro da programação da Feira do Livro Foto : Maicon Hinrichsen / Critério / CP

A profissão de ghostwriter não é nova. Mas ainda há dúvidas e, sobretudo, muitas curiosidades que cercam a atividade e o mercado de trabalho para a área. Para compreender todas as possibilidades que a atuação do escritor fantasma oferece, a 69ª Feira do Livro de Porto Alegre foi palco, nesta sexta-feira (3), de um bate-papo com três profissionais especialistas no assunto. 

Os sócios-diretores da Critério Resultado em Opinião Pública, Rafael Codonho e Tomás Adam, e o consultor associado Mateus Colombo Mendes, conversaram sobre o ofício com o público e ofereceram um panorama da profissão, que ainda tem muito potencial a ser descoberto. O bate-papo ocorreu no auditório Barbosa Lessa, do Espaço Força e Luz. “É um orgulho estarmos em um painel nesse evento, que é um dos patrimônios culturais de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e até mesmo do Brasil”, disse Codonho. 

Para Adam, dois dos principais desafios desse profissional são a falta da cultura da escrita no Brasil e a tarefa de convencimento que deve ser feita. “Não há, nas pessoas, empresas e organizações, o costume de colocar no papel a sua trajetória. O ghostwriter é alguém que precisa convencer que é fundamental ter essa história registrada”. O sócio-diretor ainda definiu que a empatia “é o grande atributo que um ghostwriter pode ter”. 

Mesmo com grandes desafios, o profissional pode ter, segundo Colombo, uma atuação em diversos campos, a exemplo do acadêmico, com a revisão, edição e até mesmo orientação textual para trabalhos de conclusão de curso (TCCs). Com uma trajetória reconhecida no mercado, o consultor associado falou à plateia sobre alguns trabalhos que já fez e as particularidades que envolvem a produção de texto. “Cada tipo de cliente tem uma forma de contar sua história e, assim, representa diferentes desafios para o escritor.”

Codonho ainda destacou a intensa participação do público. “Foram várias perguntas, trocas de ideia, várias pessoas conversando, que nos chamaram até depois da palestra. Significa que cumprimos o propósito de abrir um debate. Essa também é uma das missões da Critério”, concluiu.                                                        

* A cobertura do Correio do Povo na Feira do Livro de Porto Alegre 2023 é um oferecimento do Banrisul.