Feira do Livro

Feira do Livro de Porto Alegre tem lançamento do arquiteto Flávio Kiefer, com crônicas que tratam do urbanismo contemporâneo

No livro “Cidade Abstrata”, Kiefer propõe uma reflexão sobre formas de habitar a cidade e suas complexidades

Urbanismo contemporâneo presente nas crônicas do arquiteto Flávio Kiefer
Urbanismo contemporâneo presente nas crônicas do arquiteto Flávio Kiefer Foto : Montagem CP / Libretos / Fabio Del Re / Divulgação

lávio Kiefer lança o seu primeiro livro de crônicas no dia 18 de novembro na 70ª Feira do Livro de Porto Alegre. Em Cidade Abstrata (Libretos Editora), o arquiteto, professor, escritor e poeta propõe uma reflexão sobre formas de habitar a cidade e suas complexidades.

Nesta coletânea de textos escolhidos, publicados originalmente no portal Sler, o olhar do autor divaga, busca, reflexiona, se posiciona. Do muito que produziu ao longo dos anos, seleciona e cuidadosamente coleta trechos, desenhando um vitral que está e permanecerá para sempre incompleto. A cidade é longa, e os textos são breves. Pois não importa tudo resolver e sim ampliar entendimentos.

Kiefer comenta o que o moveu a escrever sobre o tema. “Sou apaixonado pela cidade, lugar de produção do conhecimento, da arte e da diversidade. Artefato que deixou de ser essencialmente histórico e cultural para se transformar em mercadoria. Suas referências de memória, edificadas ou não, passaram a ter valor venal, viraram matéria-prima de uma indústria imobiliária voraz. A riqueza da cidade já não é valorizada pela sua história e suas belezas em arte e arquitetura, pela qualidade do transporte público ou pelo bem-estar da sua população, e sim pelo seu PIB e outros índices econômicos que não se traduzem em benefícios para a população. É preciso escrever sobre isso. Esse foi o propósito que assumi”, explica.

A escritora Julia Dantas coloca a urgência dos temas abordados. “Enquanto a indústria imobiliária avança em seus projetos de desmoronamento e especulação, de verticalização desenfreada e autofagia, precisamos pensar o que entendemos por progresso, o que entendemos por cidade, que símbolos queremos preservar antes que nos reste apenas, como diz Kiefer, “um letreiro para selfies no lugar de símbolos concretos”.

Na construção do livro é importante mencionar as contribuições de uma equipe afinada: o texto de orelha por Julia Dantas, o prefácio de Ruth Verde Zein, as fotografias de Fabio del Re, Eduardo Aigner, Mário Fontanive e Martin Streibel, além do design e capa de Luiza Rabello. Tudo sob coordenação editorial de Clô Barcellos.

Nesta segunda-feira, 18, às 17h, acontece um bate-papo com o autor Flávio Kiefer e o jornalista Paulo César Teixeira na Sala O Retrato - Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas 1223). Logo após, às 18h, Kiefer autografa na área central da Feira.