A 71ª Feira do Livro de Porto Alegre terá uma quinta de belos lançamentos literários gaúchos. O primeiro marca os 130 anos do nascimento de Dyonelio Machado, 40 anos de sua morte e 90 anos do lançamento de “Os ratos”, com o lançamento da 2ª edição de Memórias de um pobre homem (Libretos). Nesta obra, Dyonelio rememora as lembranças de seus primeiros tempos de vida literária, com momentos que vão desde a sua estreia na ficção, em 1927, até sua prisão e vida política. Com edição de Rafael Guimaraens e coordenação e design de Clô Barcellos, a publicação preserva os originais manuscritos e datilografados deixados por Dyonelio, além da apresentação de Maria Zenilda Grawunder na 1ª edição (IEL/RS, 1990), agora no posfácio: A obra inclui o conto “Noite no acampamento” (Um pobre homem, Globo, 1927), publicado na Revista do Globo, em 1942. Às 17h30min, na Sala dos Jacarandás (Andradas, 1085), haverá a mesa “A atualidade de Dyonelio Machado”, com Homero Vizeu Araújo e Jonas K. Dornelles e mediação de Rafael Guimaraens. Haverá pocket show de Nelson Coelho de Castro.
Nesta quinta, às 18h, na Praça de Autógrafos, a atriz, diretora teatral e poeta Luciana Éboli lança o livro de poesia “Verde Água e Maresia (Lura Editorial). A obra contém 60 poemas, divididos em quatro núcleos temáticos: “Salto”, “O Voo”, “Elas” e “Pouso”.
O gostinho doce da infância que povoa o campo das recordações da jornalista Laura W. Azevedo é o terreno fértil para o livro de poesia “Bergamotas ao Sol”. A publicação, fruto da paixão pela literatura, tem lançamento hoje, 17h, na Praça de Autógrafos. Este é o primeiro livro de Laura, um manifesto no qual memórias afetivas e resiliência se transformam em escrita. A inspiração é o amor do pai da autora pela natureza e a infância dela vivida no interior do RS.
A Casa de Astérion, editora gaúcha de Diego Zanella e Rafael Bassi lança dois livros hoje, às 16h, na Praça de Autógrafos. “Um caubói para o fim do mundo”, de Leonardo Wittmann e “Onanai”, de Valdomiro Martins. O primeiro trata de um jovem roteirista e seu pai, dublê aposentado com uma doença degenerativa, que viajam do deserto até Los Angeles em busca de um roteiro esquecido há vários anos. O segundo é uma travessia intensa e visceral por um Brasil profundo, onde a violência histórica ainda reverbera nos corpos e nas paisagens.