Feira do Livro

Movimento intenso marca primeira quinta da Feira do Livro

Dia de sol leva bom público à Praça da Alfândega, com a presença de escolas, diversas sessões de autógrafos e atividades da área infantil e juvenil

No final da tarde desta quinta, o Teatro Carlos Urbim ficou lotado para o encontro “Feminismo, Palavra e Resistência”, mediado por Mariam Pessah, que reuniu Márcia Tiburi, Manuela D’Ávila e Lilian Rocha
No final da tarde desta quinta, o Teatro Carlos Urbim ficou lotado para o encontro “Feminismo, Palavra e Resistência”, mediado por Mariam Pessah, que reuniu Márcia Tiburi, Manuela D’Ávila e Lilian Rocha Foto : Eduardo Fernandes / CRL / CP

A quinta-feira, dia 6 de novembro, foi de sol e grande circulação de público na Praça da Alfândega, durante a 71ª Feira do Livro de Porto Alegre. Escolas de diferentes regiões da cidade e Região Metropolitana participaram ativamente da programação, movimentando estandes e espaços com atividades culturais, encontros com autores e sessões de autógrafos. Entre os destaques do dia esteve o bate-papo com o escritor Caio Riter, no Espaço Jovem Banrisul, com o tema “Pássaro possível: o voo da leitura e da escrita”. O autor conversou com adolescentes sobre sua trajetória e assuntos presentes em suas obras, incluindo a relação entre literatura e questões existenciais. No final da tarde desta quinta-feira, o Teatro Carlos Urbim também ficou lotado para o encontro “Feminismo, Palavra e Resistência”, que reuniu Manuela D’Ávila, Márcia Tiburi (“Ninfa Morta — uma história do ódio às mulheres”, Editora Planeta) e Lilian Rocha (“Úmida”, Editora Bestiário), com mediação de Mariam Pessah.

A mostra “Erico: 47 Artistas”, no Espaço Força e Luz, marca os 120 anos de nascimento e os 50 anos da morte de Erico Verissimo com um painel coletivo: 47 artistas em mais de 20 técnicas como pinturas, desenhos, esculturas, instalações e relevos. A iniciativa começou com um convite da escritora e curadora Marô Barbieri à artista Graça Craidy para um retrato do autor e desdobrou-se em um projeto colaborativo que revisita obras, personagens e temas, com destaque para releituras de O Tempo e o Vento. Visitação até 20 de dezembro, com entrada franca.

Em paralelo, a Cordelteca da Câmara Rio-Grandense do Livro, no 3º andar do Clube do Comércio, está apresentando dezenas de folhetos e obras do acervo da entidade, valorizando a tradição do cordel e sua presença na cultura popular. Além da exposição permanente, o espaço recebe a roda de conversa A cadeia produtiva do cordel: das poéticas orais à sala de aula, com a cordelista paraibana Claudete dos Santos, em 6 de novembro, das 18h às 19h30. Participação mediante inscrição pelo e-mail visitacaoescolar@gmail.com.