Feira do Livro

Paulo Mendes lança o livro “Campereadas – Alma de Pirilampo” na Feira do Livro de Porto Alegre

A sessão de autógrafos acontece às 18h deste domingo na Praça da Alfândega

Jornalista Paulo Mendes lança o livro 'Campereadas – Alma de Pirilampo' neste domingo
Jornalista Paulo Mendes lança o livro 'Campereadas – Alma de Pirilampo' neste domingo Foto : Marco Nedeff / Divulgação / CP

O jornalista Paulo Mendes lança neste domingo (1º de novembro) na 72ª Feira do Livro de Porto Alegre o livro “Campereadas – Alma de Pirilampo (Libretos Editora, 140 páginas), uma coletânea de crônicas campeiras. A sessão de autógrafos acontece às 18h na Praça de Autógrafos. O livro pode ser adquirido na Banca da Libretos (51) na Praça da Alfândega.

Todos os textos foram publicados entre 2023 e 2026 na coluna dominical “Campereada”, do Correio do Povo Rural. No livro, foram reunidos sem obedecer a cronologia da publicação original. Podem ser lidos de trás para diante ou desde o começo, em sequência. O leitor é quem decide. Escolhe, ainda, se a leitura será rápida, como quem tem pressa de chegar em casa depois de uma longa ausência, ou devagar, como quem sorve um mate.

Este livro, mais a quinta coletânea “Campereadas”, chega como fagulhas brilhando no peito de um vagalume numa noite de verão. É para ser curtido como uma criança que se diverte com poucas coisas, os brinquedos mais ingênuos, quase sempre inventados. “Porque são textos simples, regionais e universais, onde os personagens são a gente humilde do Sul. Por vezes memória e visões de alguém com coração de pandorga e alma de pirilampo. Um guri que se criou no campo, que mesmo tendo pouco, achava sempre ter o suficiente”, observa o autor.

A obra foi estruturada em duas partes, Dia e Noite, meramente para servir de orientação de leitura, pois pode ser lida de qualquer jeito e forma. Mendes explica: “Dia e noite são duas situações distintas da vida adulta dos pirilampos. Uma, escondidos sob as folhas, cascas, na grama ou entocados. Depois, o salto, o voo noturno, o brilho levado na lanterna do peito, a consagração e a reprodução. Ah, os vagalumes são tão belos e hoje pouco admirados por estarem em extinção. Na minha infância corria atrás deles, como agora procuro as frases, as histórias. As palavras.

Por fim, declaro que escrevo para entreter e emocionar, pois na ponta dos dedos está a minha vida. Além disso, as histórias são de fato a pura verdade, pois ocorreram. E, se por acaso, não aconteceram, deveriam ter acontecido. É para isto que existe a arte, reconstruir a realidade, nossa inquestionável verdade”.

O livro tem coordenação editorial e design de Clô Barcellos, fotos de Marco Nedeff e na capa uma gravura de autoria de Tailor Diniz.

Paulo Mendes, na carteira de identidade Paulo Ricardo Cunha Mendes, nasceu em Cacequi (RS) a 24 de dezembro de 1962, mas aos três anos foi morar em uma chácara em Júlio de Castilhos (RS). Aprendeu a ler nos rótulos de mercadorias das prateleiras do armazém da família, e nas páginas de edições antigas do Correio do Povo.

Jornalista e cronista, publica agora, com este Alma de Pirilampo, além de participações em coletâneas de crônicas e poesia. Ligado ao nativismo gaúcho, tem parcerias musicais com diversos músicos. Mestre em Letras, é convidado pala falar sobre regionalismo por universidades, escolas, entidades e associações.

Sua coluna dominical de crônicas “Campereada”, no Correio do Povo, é publicada desde 2009, tendo recebido várias premiações e homenagens. Afirma que suas histórias são memórias romanceadas de fatos ocorridos e, os inventados, deveriam ter acontecido.