Feira do Livro

Quintana e Cony são temas da quinta-feira na Feira do Livro

Palestra e bate-papo sobre poeta gaúcho e oficina dos 100 anos de Carlos Heitor Cony são destaques do dia do evento literário

Um destaque foi a celebração do centenário de Carlos Heitor Cony, em oficina conduzida pelo professor Sergius Gonzaga. Foto: Mileni Lopes / CRL / CP
Um destaque foi a celebração do centenário de Carlos Heitor Cony, em oficina conduzida pelo professor Sergius Gonzaga. Foto: Mileni Lopes / CRL / CP

Um dos principais expoentes da literatura do Rio Grande do Sul, Mario Quintana foi tema de uma palestra e de um bate-papo que movimentaram a 72ª Feira do Livro de Porto Alegre nesta quinta-feira (5). A primeira atividade reuniu as escritoras Martha Medeiros, patrona da Feira em 2025, e Paula Taitelbaum.

Na palestra “Um quê de Quintana”, na Galeria Xico Stockinger, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), elas celebraram a obra e o legado do poeta em uma conversa sobre a poesia, o humor e a sensibilidade de um dos mais importantes escritores gaúchos. O encontro integrou a programação da CAIXA de Escritores.

Já no bate-papo “Literatura, Fotografia e Cinema”, no Espaço SESC RS, o cineasta Tomás Fleck, que dirigiu o filme "Minha Sombra Luminosa", propôs um diálogo entre essas três linguagens artísticas a partir da relação entre Quintana, tema central da obra cinematográfica, e o trabalho da fotógrafa Liane Neves.

Preservação da memória e literatura

O encontro foi uma oportunidade para abordar como a fotografia e o cinema contribuem para preservar memórias, registrar trajetórias e ampliar as formas de aproximação com a literatura e seus personagens. Eventos como este reforçam a importância de festivais literários no Estado.

Centenário de Carlos Heitor Cony

Outro destaque do dia foi a celebração do centenário de Carlos Heitor Cony, um dos grandes nomes da literatura e do jornalismo brasileiro. Uma oficina especial, conduzida pelo escritor Sergius Gonzaga, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), revisitou o trabalho de Cony, repleto de ironia e observação da sociedade do País. Gonzaga enfatizou a relação entre a obra de Cony e sua vivência pessoal, e afirmou que os textos do autor “vêm da própria experiência”. Tais celebrações mostram a efervescência cultural que movimenta as feiras do livro, como visto recentemente em outras edições.