Dirigida por Felipe Hirsch, a peça foi concebida com base em pesquisa de Newton Goldman. A cenógrafa Daniela Thomas coloca no palco um único elemento vertical, que paira acima de uma única cadeira, permitindo que toda a atenção seja focada no texto e no conteúdo. O resultado é uma montagem minimalista e sensibilizada. "O espetáculo é um convite para acompanhar a vida desta escritora diabólica em sua capacidade racional de analisar as coisas", diz Fernanda.
Em cena, os grandes protagonistas são as frases, as palavra e o pensamento de Simone. Tudo foi elaborado de modo a constituir um revelador depoimento, na primeira pessoa, com a dramaturgia de um monólogo, passando pela ruptura da escritora com as tradições familiares até a ligação com Jean-Paul Sartre, permeada de muitas outras relações amorosas, e uma visão feminista.
O espetáculo estreou em 2009, quando cumpriu temporada nas cidades de São Gonçalo, Novo Iguaçu, São João de Meriti, Nova Friburgo, Teresópolis, São Paulo e Rio. Por essa interpretação, Fernanda ganhou 22 Prêmios Shell de Teatro, na categoria de Melhor Atriz em 2010.