Festival Arte Salva estreia hoje nas plataformas digitais

Festival Arte Salva estreia hoje nas plataformas digitais

Evento tem o objetivo de fomentar a cultura gaúcha em um momento de paralisação do setor cultural devido à pandemia

Carol Steques*

Mari Castello, uma das artistas convidadas do evento, participa hoje do lançamento do festival

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Neste sábado, 20h, acontece o lançamento do Festival Arte Salva nas plataformas digitais. Ressaltando música, artes visuais e a cena artística gaúcha, o festival vem para fomentar a cultura gaúcha em um momento de paralisação do setor cultural devido à pandemia. O evento será realizado de hoje até 15 de dezembro, aos sábados, com o objetivo de fomentar a cultura e a arte na Capital. Vinicius Amorim, curador do evento, conta que um dos objetivos do Arte Salva é possibilitar com que as pessoas possam consumir arte dentro de suas casas, democratizando esse acesso e utilizando a tecnologia a favor das iniciativas culturais para amplificar o público e promover cultura a todos.

Durante três semanas, 12 artistas plásticos convidados do evento irão participar de uma disputa para saber quem será o artista ganhador que irá pintar a fachada de uma escola pública de Porto Alegre, localizada na região do 4° Distrito da cidade. A votação para escolher o artista vencedor estará aberta no site do evento (www.festivalartesalva.com.br) e pode ser feita por todos que gostam de arte e querem participar desse momento cultural.

Durante a transmissão ao vivo nas plataformas digitais do evento, os artistas terão 50 minutos para pintar os quadros. O público terá a oportunidade de vivenciar uma experiência artística incrível, podendo acompanhar o desenvolvimento dos artistas e todo o seu processo de criação das obras ao vivo. "É o compartilhamento desse momento de criação do artista com o público. Todos começam do zero, com a tela em branco, e em 50 minutos temos um obra de arte", destaca Vinicius.

Mari Castello, uma das artistas convidadas do Arte Salva, participará hoje do evento de lançamento do festival, trazendo pintura, desenho e giz para a sua tela em branco. "É sempre importante ressaltarmos a arte e a cultura. Nesse momento de isolamento social as pessoas perceberam cada vez mais os artistas as marcas locais, a economia que gera em torno da arte", declara.

Para a artista, a arte salva inicialmente os artistas, sendo uma forma de poder conversar consigo mesmo e com o espectador, além da liberdade de fazer sentir que a arte proporciona: “A arte, quando democrática, salva. Ela se adéqua às tecnologias e formatos, alcança públicos múltiplos, indo muito além da galeria”.

O valor arrecadado com a venda das obras será doado para instituições de caridade sugeridas pelos artistas. A renda da obra de Mari será destinada à Pequena Casa da Criança. Ela conta que encontrou o local através da internet e se encantou com os projetos sociais que eles fazem com as crianças.

*Sob supervisão de Luiz G. Lopes.


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