Canela se transformar em um grande palco de luz, arte e tecnologia com a instalação e os primeiros testes das obras do "Canela Light Fest”, que ocorre de 1º a 4 de maio.
Inspirado no tradicional Festival de Luzes de Lyon, na França, e em outros que ocorrem pelo mundo, o evento inédito no Brasil, espalhará instalações impactantes, projeções mapeadas, performances e obras interativas, proporcionando experiências imersivas que colocam o público no centro da criação artística.
O festival também se destaca pela programação de formação artística gratuita, aberta à comunidade.
Entre os grandes destaques da programação artística, o público poderá conferir obras de nomes consagrados como Alê Jordão, André Severo, Coletivo Bijari, Daniel Lima, VJana, Katia Maciel, Kira Luá, Lee Alonso e Gabriel Vinagre. Além disso, cinco artistas foram selecionados por edital público para integrar a programação: Camille Laurent, Hugo Horácio, Sarah Ahab, Cauê Maia e Isabella Raposo. A direção artística do festival é assinada pela curadora Daniela Bousso.
As obras serão exibidas das 19h às 23h30min na Praça João Corrêa, Casa de Pedra e Catedral de Pedra.
Homem-Luz
O artista paulistano Alê Jordão, conhecido internacionalmente como o “homem-luz”, leva suas icônicas obras em neon para a primeira edição do Festival das Luzes Canela. Uma das obras selecionadas é a Banca de Neon, que une luz e palavra, matéria e metáfora. A instalação se apropria da poesia concreta, manipulando palavras ordinárias e cotidianas para criar uma composição disruptiva, onde o banal se torna extraordinário. Os neons aparecem não apenas como elemento visual, mas como condutores de significados. Eles pulsam com energia e crítica, oferecendo ao mesmo tempo acolhimento e incêndio simbólico, como um convite à reflexão.
Outro destaque é o Carrinho de Supermercado de Neon, que traz a fusão entre o objeto urbano e o discurso artístico. A obra reafirma o interesse em trazer para o espaço expositivo a estrutura de neon, tornando o carrinho algo simbólico. Não é apenas um recipiente de compras, mas um espelho do que cada um consome, carrega e deseja, provocando uma reflexão sobre o consumo contemporâneo, que vai além do material e atinge o simbólico, o afetivo e o ideológico.
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