Para Carilissa Dall'Alba, que luta desde 2005 pela acessibilidade de surdos no cinema gaúcho, a inclusão de legendas nos filmes do Festival de Gramado representa um importante avanço. "Há 13 anos trabalho pela inclusão no Rio Grande do Sul. Estamos contentes de participar da maioria dos filmes. Sempre ficamos separados, mas os filmes legendados estarão em boa parte da mostra", diz.
O presidente da GramadoTur, Édson Néspolo, destaca que o evento cumpre com seu papel no processo de inclusão no cinema. "Não fizemos mais do que nossa obrigação. Trabalhamos para que Gramado seja também a cidade da inclusão. Fui assistir filmes na Língua de Sinais e vi o quanto precisamos evoluir. Estamos ao lado de pessoas que lutam para ter acessibilidade no cinema", frisa. O presidente reconheceu os ex-presidentes do festival. "Se hoje podemos estar comemorando a abertura de mais um festival, é porque teve uma sementinha plantada há 46 anos."
O prefeito de Gramado, João Alfredo Bertolucci, citou o processo de inclusão social e saudou a participação da Itália. "Estamos felizes por saber que o festival está mais vibrante e acessível. O glacê desse bolo é a presença dos italianos conosco", frisa. O embaixador da Itália, Antônio Bernardini, fez o anúncio de que foi comunicado por Roma da entrada em vigor de um contrato para coprodução cinematográfica com o Brasil. O secretário da Cultura, Victor Hugo, comunicou que a secretaria protocolou projeto para captação de R$ 7 milhões na Agência Nacional de Cinema, para estimular a atividade cinematográfica no RS. "Esperamos que nossa proposta seja contemplada", diz.