Arte & Agenda

Festival no Canadá é marcado pela diversidade de filmes e público

Salas de cinema, que chegam a 25 tem exibições todo o tempo

Festival ocorre até este domingo
Festival ocorre até este domingo Foto : Marcos Santuário / Especial / CP
Por Marcos Santuário

Em um festival como o Toronto International Film Festival (Tiff), no Canadá, é possível assistir do próximo blockbuster ao filme mais cult do momento. São poucos os festivais que possibilitam isso. Sair da sessão de "Pasolini", dirigido por Abel Ferrara e entrar em uma sessão das muitas com salas lotadas no Festival, para ver, "Equalizer", dirigido pelo norte americano Antoine Fuqua, em filme baseado na série de televisão dos anos 80 com um justiceiro misterioso, torna-se experiência de diversidade estética e cultural. Tanto Willem Dafoe, na reconstrução do último dia de vida do cineasta Pier Paolo Pasolini, quanto Denzel Washington, ao viver o misterioso justiceiro agente secreto dos EUA, disfarçado de cidadão comum, têm espaço na democrática tela cinematográfica que é o Festival Internacional de Toronto.

A arte e delicadeza que se pode encontrar na obra de Ferrara, ao retratar Pasolini em seus últimos momentos, misturando realidade e ficção, do encontro familiar, de sua homossexualidade e de sua forca criativa, foi bem recebida em Toronto, mas sem os aplausos efusivos que parece ter tido na recente edicao do Festival de Veneza. Aplausos que sobraram para as exibições de Gala e Especiais de filmes como "A Second Chance", da dinamarquesa Susanne Bier; e para "Imitation Game", de Morten Tyldum, estrelado por Benedict Cumberbatch.

Também é possível acompanhar recepções mornas, como a que teve o novo trabalho de Michael Douglas, que vive o milionário bem sucedido que decide caçar em uma cidade do interior e recebe a companhia de um jovem guia, pobre e cheio de ideais (Jeremy Irvine), em " The Reacher", dirigido por Jean-Baptiste Leonetti.

As temáticas das telas do Tiff são múltiplas, para um público múltiplo, eclético e disposto a conhecer de tudo um pouco. As salas de cinema (chegam a 25) que exibem a programação do Tiff, tem filmes todo o tempo e público para todos os filmes. É um público que tem estimulado novos realizadores, como o brasileiro Gregorio Graziosi, que apresentou no Tiff 2014 seu primeiro longa, "Obra", com Irandhir Santos encabeçando o elenco. "As perguntas que fizeram para mim depois da exibição de meu filme mostra como é um públibo que tem uma relação intensa com o cinema, e não somente durante o festival", resumiu.

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