Robin Wright ("Forrest Gump", "A Promessa"), que interpreta a si mesmo, recebe uma proposta dos estúdios Miramount para ser digitalizada e ter sua imagem explorada livremente. Ela concorda e desaparece por 20 anos, antes de voltar para o Congresso Miramount-Nagasaki, em um mundo transformado. O filme semi-realista, semi-animação, está dividido em duas partes. A primeira, com imagens reais, cria uma imagem forte e muitas vezes bem-humorada dos estúdios americanos. Robin Wright interpreta com uma boa dose de auto-depreciação uma ex-atriz promissora de Hollywood.
Na segunda parte, escorregando para a animação, o diretor aproveita toda a liberdade deste gênero. Ele mostra uma Robin Wright animada que precisa enfrentar um universo de delírio visual, enquanto o seu avatar digital se tornou uma heroína de filmes comerciais. A proposta agora é que seja transformada em uma fórmula química, que permitirá que as pessoas se apropriem de seu caráter.
Refletindo sobre a evolução da sociedade e do cinema na era da computação gráfica 3D, o filme utiliza uma técnica de animação diferente de "Valsa com Bashir", que disputou a Palma de Ouro em 2008. "The Gongress" utiliza a técnica de rotoscopia, que se baseia no movimento real dos atores para animação. É feita a mão, em homenagem aos irmãos Fleischer, que criaram Popeye, Betty Boop e o primeiro Superman nos anos 30. Vários estúdios de diferentes países (Israel, França, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha, Polônia, Filipinas, Índia, Turquia ...) participaram do projeto.
"Passamos por um longo e sagrado percurso para desenvolver este filme de animação", explicou o diretor. "Você tem que ser muito estúpido ou muito corajoso para fazer isso. Provavelmente sou um pouco dos dois", brincou. Fã de ficção científica desde a infância, Ari Folman disse ter lido "O Congresso de futurologia" aos 16 anos, e depois quando estava na escola de cinema. Ele trabalhou durante quatro anos no filme.