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Filme brasileiro “A Febre” chega à Netflix

A trama mostra a história de Justino, um vigia no porto de cargas de Manaus

'A Febre" é praticamente todo falado em tukano, uma espécie de língua-franca falada entre os povos do Alto Rio Negro, na Amazônia
'A Febre" é praticamente todo falado em tukano, uma espécie de língua-franca falada entre os povos do Alto Rio Negro, na Amazônia Foto : Vitrine Filmes / Divulgação / CP

O premiado “A Febre”, de Maya Da-Rin, depois de estrear nos cinemas e nas plataformas de aluguel, chega nesta quarta-feira à Netflix. Além do Brasil, o longa terá sua pré-estreia nos EUA no Lincoln Center, em Nova Iorque, no dia 19 de março, e lançamento previsto para abril na França. O filme também será distribuído em salas de cinema no Canadá, Reino Unido e China.

O filme mostra a história de Justino, que trabalha como vigia no porto de cargas, e desde a morte de sua esposa tem como companhia sua filha Vanessa, que é enfermeira no posto de saúde. Ao ser aceita para estudar medicina em Brasília, Vanessa deve se mudar em breve. Com a notícia da partida da filha e a distância de sua aldeia, de onde partiu há mais de 20 anos, Justino já não se sente tão bem.

Com o passar dos dias, é tomado por uma febre forte. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, luta para se manter acordado no trabalho. Mas logo a rotina tediosa do porto é quebrada pela chegada de um novo vigia. Enquanto isso, na televisão, fala-se de um animal selvagem à espreita no bairro.

Um dos pontos mais interessantes do filme é o fato de ser praticamente todo falado em tukano, uma espécie de língua-franca falada entre os povos do Alto Rio Negro, na Amazônia.

 Prêmios:

Ao longo de sua carreira em festivais, o filme recebeu 29 prêmios até o momento e foi selecionado para ser exibido em mais de 60 festivais ao redor do mundo. Na sua estreia mundial, no Festival de Locarno, na Suíça, “A Febre” levou três prêmios para casa: o Leopardo de Ouro de Melhor Ator, para Regis Myrupu, o prêmio da crítica internacional FIPRESCI e o prêmio “Environment is Quality of Life”.

“A Febre” foi eleito ainda Melhor Filme em festivais na França, China, Argentina, Portugal, EUA, Uruguai, Chile, Peru, Alemanha e Espanha. No Brasil, o filme conquistou cinco candangos no 52º Festival de Brasília - Melhor Longa-Metragem, Melhor Direção, Melhor Ator para Regis Myrupu, Melhor Som e Melhor Fotografia – além dos prêmios de Melhor Direção e Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio e Melhor Filme e Melhor Som no Janela Internacional de Cinema do Recife.

 A produção é da Tamanduá Vermelho e Enquadramento Produções, em coprodução com Still Moving (França) e Komplizen Film (Alemanha), com distribuição no Brasil da Vitrine Filmes.

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