Danúbio e Henrique se conheceram na pré-estreia de Concerto Campestre (2004). A amizade entre os dois gerou a abertura do filme Contos Gauchescos, que tem estreia prevista em setembro deste ano. A convivência entre os dois fez o artista revelar a vontade de ter seu trabalho eternizado também nas telas do cinema.
Para executar o trabalho foram captadas imagens em Torres, acompanhando sua relação com a cidade e os festivais de balonismo que geraram duas séries de pinturas, seguindo de períodos no seu ateliê, em Porto Alegre, e na sua terra natal, Bagé.
O ápice do documentário, no entanto, marcou a realização de um sonho antigo de Danúbio. Conhecer o México e seus artistas. Integrante da geração que chegou à idade adulta na década de 1940, o artista foi contemporâneo de Carlos Scliar, Vasco Alves, Glênio Bianchetti e Glauco Rodrigues, o gaúcho foi especialmente influenciado pelo grupo liderado pelo gravador Leopoldo Mendez, que se notabilizou por liderar uma arte engajada.
Entre os melhores momentos da viagem o encontro com o gravador e mestre impressor Mario Reyes, 86 anos, em cujo ateliê circulam os mais importantes artistas daquele país nos últimos 45 anos. Entre as relíquias guardadas por Reyes estão uma prensa que pertenceu a Leopoldo Mendez. O ateliê é conduzido pela própria esposa e seus filhos. No México, Danúbio aproveitou para compartilhar técnicas, executar gravuras junto com o mexicano, falar de suas trajetórias e pontos em comum. Entre os quais a figura feminina que ambos dedicaram boa parte de suas trajetórias.
A série Grandes Mestres dedicará o segundo episódio a Zoravia Bettiol, artista plástica que trabalha com artes gráficas, arte têxtil, pintura, design de joias, design padrão de superfície, murais, instalações de arte e performances. Depois de morar em São Paulo e nos Estados Unidos, ela voltou a Porto Alegre em 2000. A série está em produção.