Filme de Julie Bertucelli reúne atrizes que são mãe e filha
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Filme de Julie Bertucelli reúne atrizes que são mãe e filha

Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni revivem memórias em “A Última Loucura de Claire Darling”

Por
Correio do Povo

No filme, uma das personagens acorda decidida a vender todos os seus pertences

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O filme “A Última Loucura de Claire Darling” traz novamente mãe e filha, Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni em uma mesma produção. Elas já haviam trabalhado juntas em “Bem Amadas” (2011) e “Três Corações” (2014). Desta vez, sob direção de Julie Bertucelli (“A Árvore”), elas encaram uma adaptação de um romance de Lynda Rutledge, chamado “Faith Bass Darling’s Last Garage Sale”.

A história aborda o primeiro dia de verão em Verderonne, uma aldeia na região do Rio Oise, na França. Quando a estação do sol chega, Claire Darling (Catherine Deneuve) acorda convencida de que está vivendo seu último dia. Ela decide então esvaziar sua casa e se livra de tudo, sem distinção. Seus objetos amados ecoam uma vida trágica e extravagante. Esta última loucura traz de volta Mary (Chiara Mastroianni), sua filha, a quem ela não via havia 20 anos.

Claire coloca todos os seus objetos favoritos no gramado da frente de casa para aquelas famosas vendas de garagem, de quem está se mudando, não de quem acredita estar morrendo. Como espectadores, curiosos e vizinhos lutam pelas antiguidades subvalorizadas de Claire – cada um dos objetos acaba ressuscitando flashes de sua vida trágica e sem medidas. Alertada por amigos de infância, Marie Darling, a filha distante de Claire, é forçada a voltar para a mansão da família para interromper essa venda e desvendar as razões por trás da decisão excêntrica de sua mãe. 

Hobbie fora das telas

Um dos motivos de Julie Bertuccelli ter adaptado é o de ser uma grande colecionadora de objetos, e o fato dela acreditar que o hobbie proporciona com facilidade momentos familiares. A atriz que vive Claire mais jovem, que aparece nos flashbacks é Alice Taglioni. A trama envolve relacionamento entre mãe e filha; lembranças que nos assombram e como os objetos evocam memórias. 

A diretora Julie Bertuccelli nasceu em 1968, estudou filosofia e trabalhou como assistente de direção em longas, curtas e filmes de TV, com diretores como Kristof Kieslowski, Emmanuel Finkiel, Bertrand Tavernier, e Jean-Louis Bertuccelli, Seu primeiro filme, “Desde que Otar Partiu”, de 2003, ganhou mais de 20 prêmios na França e pelo mundo, incluindo o Grande Prêmio na Semana da Crítica em Cannes.