“London”, longa-metragem de estreia dos gaúchos Victor Di Marco e Márcio Picoli, foi um dos vencedores do Leão Queer, prêmio concedido ao melhor filme com temática LGBTQIA+. A produção dividiu o troféu com o documentário britânico "Queer Edward II", de Theo Rollason.
"Hoje celebramos também a conquista do protagonismo, do desejo, da potência, da liberdade e principalmente do amor”, diz a publicação da Proa & Popa, produtora gaúcha de cinema independente responsável pelo filme. “Esse prêmio é de todos que acreditam que outros corpos e outras histórias não apenas podem, mas devem estar no centro”, completa.
Na trama, London (protagonizado pelo diretor e roteirista Victor Di Marco) é um jovem com deficiência que ganha a vida fazendo performances eróticas em uma casa de fetiches e tem a chance de descobrir a origem e o destino de sua deficiência através de um exame médico. Com os resultados em mãos, ele terá que decidir se sua vida será guiada por um diagnóstico ou pelos seus sonhos. Ao se deparar com um mundo míope e distorcido à sua presença, o protagonista terá que reinventar forças para se libertar e descobrir quem realmente é.
A dupla de diretores já realizou filmes premiados com o Troféu Assembleia Legislativa, concedido a curtas-metragens gaúchos exibidos no Festival de Cinema de Gramado. Em 2020, “O que Pode um Corpo” recebeu o Prêmio Especial do Júri e, em 2024, "Zagêro" venceu na categoria Melhor Montagem. Victor Di Marco também foi premiado como ator por "Zagêro", em 2024, e por "Possa Poder", em 2022.
A exibição de “London” integrou a programação da Semana Internacional da Crítica, seção autônoma e paralela do Festival de Veneza organizada pela União Nacional dos Críticos de Cinema Italianos.