O filme do diretor japonês de 70 anos começa bem e as cenas repletas de ação chegaram a ser aplaudidas na sessaõ de cinema lotada com, supostamente, os críticos mais difíceis do planeta. O longa-metragem começa com um bilionário japonês, que oferece um prêmio, como em um western, pela cabeça do assassino da neta e com uma equipe de policiais, dos quais poucos são honestos, que deve transportar o criminoso pelo Japão para entregá-lo à promotoria.
Mas depois dos primeiros 20 minutos, Miike, que há dois anos exibiu em Cannes "Hara Kiri, a morte de um samurai" - o primeiro filme em 3D a disputar a Palma de Ouro -, perde o controle da história, sepultada sob inúmeros clichês da violência. "É o pior filme que vi até agora", comentou um crítico egípcio.
O próprio Miike reconheceu que o filme não deve receber nenhum prêmio que será atribuído pelo Júri de Cannes, presidido pelo cineasta americano Steven Spielberg. "Não acredito que este filme seja feito para a Palma de Ouro", disse o japonês.