Arte & Agenda

Filme sobre Lula abre Festival em Brasília

Sessão foi prestigiada pela primeira-dama Marisa e por políticos de diversos partidos

Atores de cinebiografia de Lula posam para fotógrafos
Atores de cinebiografia de Lula posam para fotógrafos Foto : Evaristo Sa / AFP / CP
Prestigiada por políticos de vários partidos, a pré-estreia do filme "Lula, o filho do Brasil" - exibido na noite de hoje no Festival de Cinema de Brasília - mostrou que o longa metragem dirigido por Fábio Barreto pode render dividendos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano eleitoral de 2010. Sem a presença de Lula e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência, a primeira-dama Marisa Letícia tornou-se a estrela da festa.

Foi uma noite de tietagem. Marisa posou para fotos com políticos e atores do filme, como Glória Pires, e foi abordada até mesmo por uma equipe do programa CQC. Coube ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defender Lula das críticas da oposição, que chamaram o filme de chapa branca. "Por que a oposição não arruma alguém para fazer um filme também?", perguntou, irônico. "Que eu saiba, Lula não é candidato à reeleição. E o filme não é sobre Dilma", emendou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O produtor do filme, Luiz Carlos Barreto, fez uma advertência sobre o perigo que o público enfrentava por causa das escadas tomadas e da falta de presença de bombeiros no teatro. "Se vocês acharem que podem ficar, que fiquem", afirmou Barreto. Um representante da produção do filme criticou que as estrelas do longa estavam sem lugar para sentar e foi vaiado.

Em cena, toda vez que uma crise bate à sua porta, Lula segue à risca um velho conselho: "É só teimar". A lição de que tudo melhora quando se tem persistência foi transmitida por sua mãe, dona Lindu, e o acompanha até hoje, nas turbulências do governo. Conselheira do presidente, a teimosia é a grande personagem do filme Lula, o filho do Brasil, que mostra a trajetória do menino miserável, vendedor de laranja e amendoim, e do sindicalista explosivo que desafiou a ditadura até a chegada ao Palácio do Planalto, após três derrotas consecutivas. O filme tem sido exibido em sessões reservadas para políticos de vários partidos.

Inspirado no livro homônimo da jornalista Denise Paraná, o enredo aborda os principais fatos da vida de Lula até sua atuação no comando do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e das greves que agitaram aqueles anos de chumbo. Tem cenas do desfile de carro aberto pela Esplanada dos Ministérios, na festa da primeira posse no Planalto, em 2003, mas não trata de Lula como presidente.

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