Neste sábado, 12 de julho, às 17h, na Casa Alice (Rua Olavo Bilac, 188, Cidade Baixa, em Porto Alegre), o fotógrafo Marco Nedeff lança seu livro “Sem Tempo Certo” (Libretos Editora, 80 páginas). Logo após, o autor participa de um bate-papo com o professor Tiago Coelho, da Fluxo Escola de Fotografia, sobre o tema “A fotografia analógica tem futuro?”
Com edição e design gráfico de Clô Barcellos, o livro reúne fotografias analógicas em preto e branco como parte de um recorte da vida profissional de Marco Nedeff em seus quase 40 anos trabalhando com a imagem. Nesta seleção, ele reúne trabalhos produzidos entre os anos 1980/1990. Em comum, trazem uma atmosfera de estranhamento, sem identificação dos personagens ou lugares. E sem tempo certo. Colocadas na forma de dípticos, permitem uma multiplicidade de leituras, significados e interpretações.
Escolhendo cenários, dirigindo personagens ou contando com o acaso, mas sempre “indo atrás da luz”, Marco Nedeff consegue um resultado com alto grau de humanidade. “O cinema e a literatura moldaram a minha visão da fotografia”, explica o autor. “Comecei a fotografar nos anos 80 em Nova Prata, na serra gaúcha, onde nasci. Claro, nesses anos não havia ainda a fotografia digital e tudo era feito em negativos no escurinho dos laboratórios improvisados em quartinhos e, para os fotojornalistas em viagem, nos banheiros de hotéis como é conhecido nos meios dos fotógrafos mais antigos”. “Inegáveis são as referências culturais perceptíveis em ‘Sem tempo certo’. Neste livro, encontramos também coragem, ousadia, dignidade, erotismo, juventude e memória”, observa Clô.
Marco Nedeff trabalha como fotógrafo profissional desde 1987 nas mais diversas áreas da fotografia: documental, publicitária e artística. Produziu fotos para publicações, das quais se destacam os livros “Rua da Praia – um passeio no tempo”, “Mercado Público – palácio do povo” e “Águas do Guaíba” (todos pela Libretos, respectivamente em 2010, 2012 e 2015). Realizou exposições fotográficas como “Ainda Cabe Minha Aldeia no Mundo?’, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, em Brasília; e “Brasília 50 Anos”, na Galeria Nacional, Museo de los Niños – San José – Costa Rica, em 2010. Publicou um ensaio no livro “Flavio Del Mese – um nômade pelo mundo” (Libretos, 2024) e suas obras estão também nas revistas Floresta Aurora (2024) e Tição (2025), entre outras publicações.