Arte & Agenda

Fotógrafo Terry Richardson é excluído de grandes revistas após denúncias de assédio

Por ordem da diretoria, publicações da Condé Nast International estão proibidas de contratar o artista

Ele trabalha na indústria de moda há mais de duas décadas
Ele trabalha na indústria de moda há mais de duas décadas Foto : Instagram / Reprodução / CP
O fotógrafo de moda Terry Richardson, conhecido pelas fotos provocantes e há anos acusado de assediar sexualmente suas modelos, não poderá mais trabalhar para em importantes revistas do segmento como Vogue e Vanity Fair, em um novo capítulo da série de escândalos como o que derrubou o produtor de Hollywood Harvey Weinstein. O jornal britânico The Telegraph noticiou que o vice-presidente do grupo Condé Nast International, proprietário dessas publicações, escreveu aos presidentes do grupo nos países onde trabalha solicitando que não contratem o artista.

"Toda sessão de fotos programada ou finalizada, mas que não tenha sido publicada, deverá ser suprimida e substituída por outros conteúdos", escreveu o vice-presidente James Woolhouse em um e-mail citado pelo jornal, cujo conteúdo foi confirmado pelo Condé Nast International. A filial dos Estados Unidos também assinalou que "o assédio sexual sob todas as suas formas não será tolerado". Uma representante de Terry Richardson em Nova Iorque afirmou que o ele estava "decepcionado com a existência desta mensagem eletrônica, principalmente porque ele já respondeu a essas velhas histórias".

Richardson é "um artista conhecido por seu trabalho sexualmente explícito, pelo qual a interação profissional com suas modelos são, consequentemente, sexualmente explícitas por natureza, mas todos participaram de maneira consensual", disse a representante. Nova-iorquino de 52 anos, o homem trabalha há mais de 20 anos como fotógrafo de moda e é autor de campanhas publicitárias para grandes marcas como Yves Saint Laurent, Marc Jacobs e Tom Ford, assim como vídeos, entre eles o de Miley Cyrus "Wrecking Ball", de conteúdo ultrassexual e polêmico.

A decisão do Condé Nast foi anunciada depois que o Sunday Times britânico publicou no domingo um artigo chamando Richardson de o "Weinstein da moda", recordando que há anos modelos se queixam de seu comportamento. Na semana passada, a modelo nova-iorquina Cameron Russell convidou suas colegas a dividir experiências de agressão sexual em sua conta no Instagram, recolhendo mais de 100 depoimentos, alguns dos quais, embora os nomes tenham sido apagados, refletiriam o comportamento do fotógrafo.

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta segunda-feira, dia 26 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio