Arte & Agenda

França proíbe que menores de 18 anos vejam filme sobre violência islâmica

"Salafistas" causou polêmica por conter imagens de execuções e propagandas do EI

Comandante militar de movimento jihadista na África, Omar Ould Hamaha, ganha destaque no filme
Comandante militar de movimento jihadista na África, Omar Ould Hamaha, ganha destaque no filme Foto : Reprodução / CP
O documentário "Salafistas", que estreia nesta quarta-feira na França e contém imagens de violência do islamismo radical, foi proibido para menores de 18 anos no país europeu. O anúncio foi feito pelo ministério da Cultura local.

Os cineastas François Margolin e Lemine Ould Salem apresentaram uma nova versão do filme à comissão de classificação etária do Centro Nacional de Cinema (CNC), que já havia se pronunciado inicialmente a favor da proibição para menores de idade. Inicialmente, a produção continha em particular imagens não "borradas" da execução à queima-roupa do policial Ahmed Merabet, vítima dos autores do atentado na redação do Charlie Hebdo.

"Salafistas" mergulha no mundo islamita mais radical no Mali, Mauritânia e Tunísia, sem narração ou comentários. O discurso é cruel e o documentário inclui fragmentos de vídeos de propaganda do Estado Islâmico. Sua apresentação no Festival de Biarritz levantou polêmica porque foi considerado uma apologia ao terrorismo.

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