A cidade de Birmingham, no Reino Unido, será palco, nesta quarta, do funeral de Ozzy Osbourne, vocalista e um dos fundadores do Black Sabbath, que morreu na terça, 22, aos 76 anos. A despedida pública incluirá cortejo pelas ruas que marcaram a trajetória do músico e promete reunir fãs de todo o mundo.
O cortejo terá início por volta das 9h (hora de Brasília), com passagem por locais icônicos de Birmingham ligados à carreira de Ozzy, incluindo a Broad Street, onde os fãs transformaram a via em uma espécie de memorial espontâneo com flores e mensagens de luto. A homenagem será acompanhada pela banda Bostin’ Brass, que tocará músicas da carreira do cantor pelo trajeto. A prefeitura anunciou que o funeral, ao fim do cortejo, será restrito a familiares e amigos próximos.
Aos admiradores que não puderem estar presentes, uma câmera transmitirá ao vivo a passagem do cortejo pela ponte do Black Sabbath. “Ozzy era mais do que uma lenda da música, ele era um filho de Birmingham”, disse o prefeito Zafar Iqbal.
Embora a causa oficial da morte ainda não tenha sido divulgada, sabe-se que Ozzy enfrentava uma série de problemas de saúde nos últimos anos, incluindo diagnóstico de Parkinson e dificuldades de mobilidade. Ainda assim, até os últimos momentos, o cantor manteve o espírito irreverente que o tornou uma das figuras mais marcantes da história do rock. Em entrevistas passadas, Ozzy compartilhou suas ideias sobre como gostaria de ser lembrado. Em 2011, declarou ao The Times que desejava um funeral leve, com pegadinhas e clima de celebração. “Não quero que seja triste, quero que seja um momento para dizer obrigado”, disse ele. O músico chegou a sugerir que brincadeiras, como sons vindo de dentro do caixão, fariam parte do tom de despedida.
Ao longo da vida Ozzy também refletiu sobre legado. Em 2022, à Rolling Stone, imaginou o epitáfio com ironia: “Fiz muita coisa para um cara simples da classe trabalhadora, fiz muita gente sorrir. Mas também fiz muita gente dizer: ‘Quem diabos esse cara pensa que é?” O músico expressou a preferência por não usar a própria discografia no funeral. Em entrevista à New Musical Express, em 2016, revelou que não queria tom “alegre” e que músicas dos Beatles, como “A Day in the Life”, poderiam embalar a despedida.