Gérard Depardieu, um dos mais importantes nomes do cinema francês, ingressou no debate sobre migração na Europa neste sábado, afirmando que que as novas chegadas à Europa são a melhor chance para o futurodo continente, à medida que o continente está perdendo qualquer senso de apreciação cultural e de respeito às diferenças. "Os migrantes são a única esperança que temos, isto é, no mundo do futuro quando as pessoas estiverem integradas. São as minorias de ontem que se tornaram a maioria de hoje", disse o ator em entrevista ao Le Figaro.
"Não há mais nada a não ser pessoas medíocres, uma vez que há não há mais cultura. Quando os indivíduos têm cultura, são menosprezados", opinou. "A cultura hoje é Cyril Hanouna (apresentador conhecido por ter insultado homossexuais em uma transmissão ao vivo). A literatura real, como a de Peter Handke, é muito rara", disse opinou o artista de 68 anos. Ele também julga o cinema "cada vez menos interessante". "Eu, é simples, apenas vejo os filmes que estão sendo criticados".
O monstro sagrado do cinema tornou-se cidadão russo em 2013 e, desde então, não é bem visto em sua terra natal. "Ao contrário do que dizem os jornalistas, não é pelo imposto que eu fugi. (...) O que eu não suporto, e é por isso que esse país me incomoda, é ver que os franceses estão tristes como a morte. A França é um país bonito, mas as pessoas estão perdidas. Quando estou aqui, fico em casa, com meus livros: não quero sair e ver o desastre", finalizou.
Gérard Depardieu defende migração e diz que a França está perdida
Para o ator, país está destruindo qualquer senso de apreciação cultural que já teve