Sob a curadoria do colombiano José Roca, será realizada uma abrangente individual com caráter retrospectivo. Serão 25 obras dividas em duas vertentes. De um lado, evidencia-se uma instância biográfica da artista e de outro, a força expressiva do prédio de Álvaro Siza, cujos volumes e materiais, relações entre luz e penumbra, fazem da sede da Fic um protagonista.
A mostra dedicada a Torres Garcia (1874-1949), "Geometria, Criação e Proporção", prometida para setembro, abordará os mais significativos períodos da sua trajetória. Serão 200 obras, entre pinturas a óleo, desenhos, aquarelas, brinquedos, colagens e documentos. A exposição será complementada com um extenso material de apoio, oriundo da coleção do Museu Torres García.
Em dezembro, pela primeira vez será organizada uma mostra dedicado a Giorgio de Chirico (1888 - 1978), com curadoria Maddalena d''Alfonso. O italiano era mestre de Iberê Camargo e um dos expoentes da pintura europeia. Além de debruçar-se sobre a produção de Chirico, a individual "O Espaço Urbano como Plateia de um Humanismo Moderno" dará continuidade aos projetos realizados ao longo do ano.
Três exposições terão a obra de Iberê Camargo como tema central. Em "Além da Linha", o curador Eduardo Veras reunirá pinturas, grafites, nanquim e guache de Iberê, abordando o desenho como linguagem autônoma. Em "Iberê e o Ambiente Cultura Pós-guerra", Fernando Cocchiarale irá mostrar a produção abstrata de Iberê neste referido contexto histórico. A última é "As Cesuras de uma Pintura", na qual Adolfo Montejo evidencia a fissura, a cicatriz, o desencanto do mundo e as quebras de linguagem.