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Gabi Spaciari celebra 15 anos de carreira e reflete sobre trajetória

Atriz paranaense Gabi Spaciari, com carreira internacional, destaca projetos em streaming e cinema, como "Silvio Santos Vem Aí" e "Um Caso do Outro Mundo"

Atriz Gabi Spaciari celebra 15 anos de carreira
Atriz Gabi Spaciari celebra 15 anos de carreira Foto : Arturo Cordero / Divulgação / CP

Festejando 15 anos de carreira, Gabi Spaciari pode ser vista em duas produções recentes do streaming: Na Netflix, a atriz interpreta Elke Maravilha no longa “Silvio Santos Vem Aí”, ao lado do ator, humorista, roteirista, produtor, comediante, apresentador e dublador brasileiro Leandro Hassum. Já na Prime Vídeo, pode ser vista nos filmes “O Armário Mágico” e em “Um Caso do Outro Mundo”, que protagoniza ao lado das atrizes e irmãs Glauce Graieb e Nívea Maria.

Paranaense, Gabi também é produtora. Entre seus projetos está o curta-metragem "Broken Hills", dirigido pelo comediante e ator Edmilson Filho. A obra, que ela escreveu e estrelou, recebeu diversos prêmios e indicações de Melhor Atriz em festivais internacionais. Atualmente, a artista está em fase de pós-produção do documentário longa-metragem "Mom Street", que dirigiu e produziu, abordando a comunidade de Skid Row, em Los Angeles, e possíveis soluções para a situação das pessoas em situação de rua.

Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também atuou nos longas brasileiros "Love in Quarantine" e “Fora de Cena”. Ela ainda tem trabalhos na Espanha, nos Emirados Árabes e nos Estados Unidos, onde participou da série americana "The Bold and the Beautiful", exibida pela CBS, e da peça "Paisaje Marino con Tiburones y Bailarina" – vencedora do Encore Award no Hollywood Fringe Festival (2018).

Gabi também tem no currículo campanhas para marcas nacionais e internacionais, como o Museu do Louvre, Warner Bros e o Zayed National Museum, Museu Sheik Zayed, situado no coração do Distrito Cultural de Saadiyat, em Abu Dhabi, além de participações nos videoclipes “Maresia", do cantor português Gohu, e "One Last Time", da cantora e compositora canadense Maggie Szabo.

Estás completando 15 anos de carreira artística. O que tens a dizer sobre esta trajetória?

Acho que foi uma trajetória muito rica em experiências, do teatro em Barão Geraldo, para cinema no Brasil, televisão e show em Los Angeles, comerciais na Europa e Oriente Médio. Também comecei a produzir curtas e documentários. Espero continuar evoluindo enquanto artista e ser humano.

Se não fosse atriz, o que serias? Pensou um plano B?

Não só pensei um plano B, como tive que ter um plano B ao sair do Brasil, para chegar e me manter fora. Acredito que um artista possa ter vários talentos e usar seus talentos em outras carreiras. No exterior dei aulas de Português, fui tradutora e apresentadora. Também atuei como real estate no mercado imobiliário.

O que esperas dos próximos 15 anos?

Espero continuar fazendo mais filmes e televisão, além de executar projetos que movam meu coração

Aliás, como surgiu o interesse pela arte?

Surgiu em Cambira, no Paraná, aos 12 anos. Quando comecei fazer teatro na minha cidade de 8 mil habitantes, falei “é isso!”. Quero levar mensagens e tocar as pessoas.

Interpretas Elke Maravilha no filme "Silvio Santos Vem Aí", que está disponível na Netflix. Como foi encarnar essa mulher, que foi referência de moda e comportamento nos anos 1980?

Foi uma alegria! De fato, a Elke é um ícone e mesmo sendo uma cena que replicou a original, poder encontrar a energia dessa mulher dentro de mim foi marcante. Seria uma delícia fazer um filme todo dela.

É mais fácil ou difícil fazer um personagem real? Onde buscas referências?

Acredito que seja mais fácil no sentido que você tem uma referência externa de “mímesis corpórea”, uma metodologia de criação teatral que foca na observação, imitação e codificação de ações físicas e vocais do cotidiano. Comecei observando as fotografias, as expressões e as escolhas que ela fazia. Apesar de não haver diálogo, assisti suas entrevistas para entender que, ao mesmo tempo, ela era performática e muito doce, por exemplo.

És protagonista do longa “Um Caso do Outro Mundo”, que está na Prime Vídeo. Como é estrelar uma produção? Foi um divisor de águas na tua carreira?

“Um Caso do Outro Mundo” foi sim um divisor de águas. Gravamos por dois meses, um pouco antes de começar a pandemia. Foi desafiador, com toda produção independente, mas ao mesmo tempo muito mágico. Ficamos imersos em Águas de Lindoia, em São Paulo, e pudemos mergulhar fundo e nos dedicarmos somente ao universo do filme.

Tens uma vasta carreira internacional, ao contrário de muitos artistas que sonham em trabalhar pelo mundo. Tens planos para fazer mais produções no Brasil?

Acredito que todo artista no Brasil sonha em trabalhar pelo mundo e todo artista que trabalha pelo mundo sonha em trabalhar no Brasil. É a nossa cultura e estou sempre buscando criar essas pontes.

O que notas de diferente do Brasil na forma como as pessoas trabalham nos Estados Unidos e na Espanha? Houve alguma peculiaridade em tuas experiências profissionais?

Minha primeira experiência fora na verdade foi um comercial da Pepsi, que fui gravar em Londres, ainda no Brasil. Lembro de ficar encantada com os trailers e com o Pinewood Studios. Acho que crescer nos Estados Unidos, com acesso aos melhores eventos, palestras e network foi realmente muito enriquecedor. No Brasil, as pessoas trabalham sem nada disso, e ainda produzem com qualidade.

Temos vários artistas e filmes brasileiros em destaque no mundo neste momento. Sente que isso está impactando de alguma forma no interesse internacional por nossos atores?

Acredito que sim. Os olhos estão voltados para a America Latina, com certeza.

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