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García Márquez no streaming

Família de Gabo e Netflix chegaram a acordo e o resultado dos “Cem Anos de Solidão” poderá ser conferido a partir do dia 11

A série foi dividida em duas partes, sendo a primeira com oito episódios, e foi filmada  inteiramente na Colômbia
A série foi dividida em duas partes, sendo a primeira com oito episódios, e foi filmada inteiramente na Colômbia Foto : Netflix / Divulgação / CP

Há mais de 50 anos uma história cativa leitores do mundo inteiro. Com sua escrita inconfundível e seu talento por evocar imagens fortes e marcantes, o escritor colombiano Gabriel García Marquez, nascido em Aracataca, no dia 6 de março de 1927, tornou-se um marco da literatura mundial com obras como “Cem Anos de Solidão”. Agora, esta obra-prima do autor vai ganhar as telas, a partir deste dia 11 de dezembro, pelo projeto da Netflix. Sem dúvida estamos diante de um dos projetos mais ambiciosos da história latino-americana, tendo sido filmado inteiramente na Colômbia com apoio da família do ganhador do Nobel e autor do livro. Há alguns anos, transitando por Cartagena, onde se encontra a Fundação Gabo, que leva o apelido carinhoso do escritor, e também alguns dos principais cenários afetivos das obras de García Marquez, já era possível ouvir os burburinhos sobre a transposição do livro para as telas.

Desde a fundação de Macondo e a chegada de Melquíades, passando pelas tensões da vida familiar, as paixões dos habitantes da cidade, o surgimento dos conflitos políticos e a guerra que se seguiu, e o castanheiro onde José Arcadio Buendía cumpre a profecia da sua solidão, desencadeando uma chuva de flores amarelas. Tudo isso e mais estará plasmado imageticamente nas audiências a partir da série, dividida em duas partes, sendo a primeira, com oito episódios. Laura Mora e Alex García López são os diretores da série e Rodrigo García e Gonzalo García Barcha são os produtores-executivos.

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E o elenco dos “Cem Anos de Solidão” inclui Marco Antonio González (José Arcadio Buendía jovem), Diego Vásquez (José Arcadio Buendía adulto), Susana Morales (Úrsula Iguarán jovem), Marleyda Soto (Úrsula Iguarán adulta), Moreno Borja (Melquíades), Claudio Cataño (Aureliano Buendía), Viña Machado (Pilar Ternera), Andrius Leonardo Soto (José Arcadio jovem), Edgar Vittorino (José Arcadio adulto), Loren Sofía Paz (Amaranta Buendía), Akima (Rebeca Buendía), Janer Villareal (Arcadio Buendía), Ruggero Pasquarelli (Pietro Crespi), Jairo Camargo (Apolinar Moscote), Jacqueline Arenal (Leonor Moscote), Ella Becerra (Petronila), Cristal Aparicio (Remedios Moscote), Rafael Zea (Alírio Noguera), Salvador del Solar (General Moncada), Álvaro García (Padre Nicanor), Jerónimo Barón (Aureliano Buendía jovem), entre outros.

Influenciado por nomes como Ernest Hemingway, Fiódor Dostoiévski, Virginia Woolf e William Faulkner, entre outros, Gabo imortalizou comportamentos e relações em suas obras, e com intensidade ímpar em “Cem Anos de Solidão”. Na trama que se verá transposta na tela, depois de se casarem contra a vontade dos pais, os primos José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán abandonam o vilarejo onde moram para embarcar em uma jornada em busca de um novo lar. Acompanhados por amigos e aventureiros, o casal chega às margens de um rio de pedras pré-históricas, onde fundam uma cidade utópica que batizam de Macondo. Diversas gerações da linhagem dos Buendía marcarão o futuro dessa cidade mítica, atormentada pela loucura, amores impossíveis, uma guerra sangrenta e absurda e o medo de que uma terrível maldição os condene, inevitavelmente, a cem anos de solidão. Mesmo quem não é tão focado no universo literário já deve ter tido algum tipo de contato, ou pelo menos ouviu falar do livro. A obra foi publicada em 1967 e é uma das mais emblemáticos de Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982. O romance aclamado pelo público já teve mais de 50 milhões de exemplares vendidos e foi traduzido para mais de 40 idiomas.

No caso da vida da obra literária fora das páginas do livro, essa história de realismo mágico, maldições familiares e amores proibidos ganhou as telas no Japão. O filme “Saraba Hakobune”, com possível tradução para “A Arca da Despedida”, contou essa histórica tipicamente latino-americana para o país oriental. Lançado em 1984, dois anos após Márquez receber o Nobel de Literatura, o longa contou com o apoio do próprio escritor como um de seus roteiristas. Agora é conferir o que a Netflix fez com a obra que transcende tempos, espaços e geografias.

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